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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

perplexidade

07.04.11

 

 

 

É estranho como o PS se submeteu ao actual secretário-geral. É, pelo menos à superfície, um eucaliptal de uma árvore apenas. Bem sei que faço um exercício de indução, uma vez que parto do desastre que se assistiu na Educação. Mas se a Educação é propalada como a primeira prioridade de um país, a minha questão tem sentido.

 

Apenas atenua a perplexidade o facto de raramente ter encontrado um militante ou simpatizante do PS que criticasse abertamente as políticas educativas do ainda primeiro-ministro. Dava a ideia que estavam rendidos a uma agenda escolar com tiques de quase fascismo por via administrativa. Não acredito que fosse por desconhecimento e só pode ter sido por convicção, pela manutenção de um qualquer lugar ou por medo.

de batalha em batalha

07.04.11

 

 

A luta dos professores contra um modelo de avaliação que é quase fascismo por via administrativa teve hoje mais um episódio. O ainda presidente da República (está, finalmente e felizmente, num último mandato e a caminho da reforma como político profissional) decidiu antecipar-se ao grupo parlamentar do PS e enviar a suspensão da coisa para o Tribunal Constitucional. Para muitos observadores foi uma espécie de resquício da nefasta cooperação estratégica.

 

Os partidos da oposição, e os seus sindicatos, mantêm a serenidade e a firme disposição de suspender a insanidade. Dizem que é apenas uma questão de tempo.

 

Se o TC encontrar uma qualquer vírgula fora de sítio no último parágrafo, a Assembleia da República corrigirá quando estiver constituída. Como parece que o TC tem 25 dias para decidir numa matéria enviada pelo PR, a guerra poderá conhecer um epílogo emocional antes do desmiolo atingir proporções ainda mais dantescas.

 

O "circo" e a farsa na sociedade portuguesa atingiram um pico inaudito. Os escolhidos, também conhecidos por professores, continuam a servir de arma de arremesso para o mainstream que nos levou ao estado de bancarrota, mas prolongam a sua via sacra sem saber conjugar o verbo desistir.

decretada a falência

07.04.11

 

 

Importa aprender com os erros. Um dos mais recentes, e que me convenceu definitivamente de que o anúncio da falência estava por dias, foi a forma como o pessoal do mainstream, desde o chefe do governo de gestão a Pacheco Pereira, desdenhou da geração à rasca. Chegou a ser indecoroso.

 

A lição de democracia, e de cidadania, na manifestação daquelas 200 mil pessoas foi um grito de indignação que devia envergonhar a geração da ganância e das benesses ilimitadas e os seus tristes satélites. É bom que aprendam a lição para que a multidão expectante se contenha e mantenha a paciência em nome daquilo que querem preservar: a democracia e a liberdade.