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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

indecoroso

05.04.11

 

 

 

 

 

O estado do Conselho de Estado é de algum modo o espelho do mainstream que nos tem desgovernado. De José Sócrates a João Jardim, passando por Bagão Félix e Almeida Santos e terminando em Carlos César é um elenco que acusa de modo imprórprio para uma democracia. É altura destas pessoas livrarem a democracia do aprisionamento que perpetraram. O primeiro passo para que Portugal volte a respirar, é ver-se livre destas influências políticas.

 

abaixo da linha de água

05.04.11

 

 

Não há país na europa que tenha optado pelo modelo de avaliação de professores que os executivos do ainda chefe do governo quiseram impor. Nem sequer por uma coisa semelhante. O debate político à volta do assunto, e a mediaitização conseguida, dá náuseas; que me desculpem, mas assiste-se a um chorrilho de disparates e de lugares comuns. Qualquer coisa parecida seria vergonhosa num país civilizado. Os comentadores opinam, mas confessam não conhecer o modelo. São já mais de três anos nisto e tudo por culpa de um primeiro-ministro impossível de aturar. Deve reforçar-se que os professores não são de desistir e subscrevo esta indignação do Octávio Gonçalves.

do pte e do desgoverno

05.04.11

 

 

 

 

 

 

A coerência é uma marca deste PS na Educação; a má administração foi um traço das políticas. Podemos pegar nos estatutos do aluno ou do professor, na gestão escolar, na avaliação do desempenho, na escola a tempo inteiro e por aí fora até ao plano tecnológico para a Educação ou ao simplex (os mentores deste bom programa devem achar que os do ME têm tanto de louco como de incompetente), que encontraremos motivos para levar as mãos à cabeça.

 

Podemos olhar para o PTE a partir de três das componentes de um sistema de informação: pela gestão de recursos humanos, pela construção de software ou pela aquisição de hardware. Para os dois últimos resume-se assim: é imediato esbanjar financiamento em hardware, principalmente se os eruzinhos não saírem dos nosso bolsos; no que diz respeito à construção de software, a equação exige muito trabalho.

 

Se considerarmos que uma organização escolar deve navegar em duas redes, uma de recursos educativos e outra de gestão administrativa, devemos considerar que o investimento em acessos de alta velocidade, com terminais e quadros interactivos em todas as salas de aula, foi uma ideia imediata. A rede de recursos educativos usa a internet e o open source e a de recursos administrativos está em branco e em zeros ficará. Uma e outra precisam de recursos humanos para manutenção e desenvolvimento. Mais até a segunda, para que os zeros referidos não se transformem a médio prazo em mais um elefante branco.

 

O ME desgovernou do seguinte modo: em 2005 o ímpeto de contenção da despesa reduziu cerca de 20 mil professores com o fim quase geral das reduções da componente lectiva para o exercício de cargos. Os professores compreenderam o esforço. Em 2009, em plena crise financeira, os votozinhos trouxeram aumentos de salários e reduções da componente lectiva associadas. O PTE foi contemplado, por imperativo da "mudança". Nem dois anos depois, as horas dos professores do PTE desaparecem e toda a parafernália tecnológica fica ainda mais à sorte e à ocasião.