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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

mesmo que tarde

30.03.11

 

 

Os que parece que ainda pensam no PS, sentenciam: o modelo de avaliação de professores caiu porque estava errado e porque era quase fascismo por via administrativa.

 

Sabemos que o que se passou na Assembleia da República deveria ter sido feito de outro modo e, principalmente, muito mais cedo. A forma que se encontrou pode constituir matéria a ser julgada pelo Tribunal Constitucional; só que isso já não terá qualquer interesse. O monstro caiu pela segunda vez e com estrondo. Se algum dia houver uma terceira aberração, os professores cá estarão. Já têm treino suficiente para abreviar a dor.

 

Perante um modelo com aquelas características, e tendo em conta a obstinação deste PS, ou se derrubava naquele dia ou o partido do governo engavetava a possibilidade.

 

Qualquer que venha a ser o desenvolvimento legislativo, aquele modelo foi derrotado. Já o tinha sido tecnicamente e agora nem politicamente sobrevive. Não só venceu a força da razão, como se afirmou uma boa dose de oxigénio para o poder democrático das escolas que tão maltratado foi nestes últimos cinco anos. É também isso que será julgado nos momentos próprios da democracia.

do modelo

30.03.11

 

 

 

Vi ontem um debate na TVI24, moderado por Constança Cunha e Sá, com a participação de Medeiros Ferreira, Santana Lopes e Fernando Rosas. Santana Lopes introduziu a avaliação de professores para condenar a oposição. Medeiros Ferreira foi taxativo: o problema estava no modelo. Uma coisa que nasce errada acaba por cair, mesmo que tarde e de forma errada. Fernando Rosas concordou.

 

A moderadora alegou com a cedência às corporações. Medeiros Ferreira voltou a ser taxativo: para além dos partidos e dos sindicatos, há outras forças na sociedade e não concordo que se possam classificar como negativas; pelo contrário, têm é de ser ouvidas. Medeiros Ferreira mostrou, mais uma vez, estar atento e informado.