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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

impressões

28.03.11

 

 

 

O contínuo buraco do BPN, e também do BCP, criou sérios problema às nossas contas e tem de ser orçamentado contra-vontade. Isso faz subir o défice e os tais mercados não se comovem. 

 

O FMI, que está por cá há uns meses, espera que os portugueses aguentem o caso de corrupção até cerca de 2012 sem grandes convulsões sociais.

para que conste

28.03.11

 

 

Apesar do ME afirmar que 40% dos professores concordavam com o desmiolo da avaliação do desempenho, há estudos que indicam números bem diferentes. Uma coisa é o medo e outras coisas mais, outra bem diferente é a raiz do pensamento.

 


A Pró-Ordem dos Professores realizou um inquérito, ao qual responderam mais de 2.500 docentes, que consideraram o modelo de Avaliação de Desempenho «injusto, burocrático e arbitrário».

 

a meio

28.03.11

 

 

O mau perder dos indefectíveis deste governo manifestou-se. É mesmo o esboroar do monstro. O argumento que defende que esta avaliação não deveria ser suspensa nesta altura é fraco. Nem sei se vale a pena, mas recorda-se que o desvario começou em Janeiro de 2008 e com ameaças de rápido-e-já-porque-senão-acontecia-sei-lá-o-quê. A questão é como com os direitos humanos: todos, já e sem mitigações; o modelo era mesmo mau e não conheço quem argumente o contrário a não ser com superficialidades ou generalidades.

 

Os preocupados com o meio do ano também se referem a uma caça aos votozinhos que dizem ter norteado a coligação positiva que se estabeleceu no parlamento. Este argumento vindo de quem vem até dá vontade de rir. Os professores que se bateram mesmo em nome da dignidade profissional e da democracia não são um punhado de votos e já deram provas de que sabem por onde não vão. É estranho ver um partido dito democrático a desvalorizar a união da oposição para derrubar um diploma monstruoso que fez tábua rasa do poder democrático das escolas. Celebre-se a democracia e a cidadania, apesar deste PS.

semântica da queda

28.03.11

 

 

 

 

A coligação positiva que derrubou esta avaliação de professores no parlamento verá, ao que tudo indica, o exercício democrático promulgado pelo presidente da República. São vários os aspectos que impressionam na semântica da queda. Desde a mudança da magistratura de influência para uma mais activa, que no caso da avaliação de professores confere um desnorte nas convicções, até ao desvario dos apoiantes do governo e passando pela tardia, mas justa, mudança de posição dos partidos da direita.

 

Quem estava mesmo contra aquela avaliação só pode celebrar. Venceu a força da razão e veremos o que acontecerá aos modelos da mesma família que tecnocratas desatentos das pessoas tentaram impor. Os diversos sindicatos, e mesmo os dos professores, escusam de mostrar de forma tão evidente um ou outro ressabiamento. Quando os destinatários destas "reformas" têm voz, a coisa complica-se para o mainstream. E não adianta advogarem com a exclusividade dos professores. Há outros grupos que vêem modelos semelhantes serem consecutivamente adiados, porque já se intuiu do quase fascismo por via administrativa que estes desmiolos carregam.

 

Cavaco Silva não vai intervir na avaliação dos professores