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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

dos formatados

26.03.11

 

 

 

 

 

O deputado Pacheco Pereira votou contra a suspensão da avaliação de professores. É a democracia. Esse facto legitima os que defendem que interessou mais a queda do monstro, e o abalo nas ideias subjacentes, do que as cores partidárias que votaram nesse sentido. Se os democratas que apareceram a defender a manutenção do desmiolo o estudassem bem e tentassem perceber o que se passou na France Telecom, talvez se arrepiassem com o que andam a afirmar. A história e o tempo talvez se encarreguem da elucidação.

 

Os argumentos do deputado do PSD revelam algo que já se suspeitava: há um conjunto de políticos de antiga influência que estão a ver a realidade a fugir-lhes entre os dedos; já foi assim com as análises à geração à rasca e regressa agora. A visão maniqueísta dos bons governantes e dos maus sindicatos é uma disquete do passado. Pacheco Pereira declarou que votou contra para não ver os sindicatos a mandarem de novo nas escolas. O deputado está tão formatado que nem percebeu o que se conseguiu; apesar dos sindicatos, votou-se o fim daquela avaliação. O problema português é também geracional: a das benesses ilimitadas deve ser muito mais humilde para não ficar mal, de vez, na fotografia.

as transparências e a desesperança

26.03.11

 

 

 

 

 

 

 

Os momentos sobreaquecidos trazem à superfície o que cada um consegue ser e é bom lembrar Abraham Lincoln: "Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas, se quiser pôr à prova o carácter de um homem, dê-lhe poder".

 

Os que ocupam as direcções escolares advogam há muito o poder legal para a nomeação dos cargos intermédios das escolas e para a avaliação "deles" (vulgo professores). Suplicaram-no à tutela para acomodarem a consciência da sua incompetência. Esse atavismo organizacional tem permitido o despautério do mau centralismo e pode reivindicar uma boa parte do estado desgraçado em que estamos nesse domínio.

 

Estas declarações de M. Esperança, presidente do Conselho de Escolas, são elucidativas e evidenciam a discordância com o fim deste modelo, de quase fascismo por via administrativa, de avaliação de professores.

 

O comportamento amedrontado dos dirigentes escolares nos últimos anos traçou uma clivagem com os professores que defenderam a razão e originou que o desmiolado SIADAP aplicado às direcções escolares não se constituísse numa causa.

 

Ficará a cargo dos colegas (des)Esperança-em-exercício essa desconstrução. Ficamos a assistir à qualidade argumentativa. Mas primeiro, e de acordo com o que ontem foi enunciado, devem levar a coisa de novo até ao fim para se detectar finalmente não sei o quê.

 

bancarrota

26.03.11

 

 

A primeira página do expresso reflecte a meia-volta-do-medo. Uma auditoria nesta altura exigia cortes de uma tal dimensão que a expectante geração à rasca poderia entrar em ebulição. Os pingos de chuva começam a ser demasiado densos para o financiamento partidário, para as PPP´s, para a traquitana do Estado, para o despautério bancário e para as benesses ilimitadas.

 

Uma espécie de bloco central é uma hipótese cada vez mais forte e correrá sérios riscos a médio prazo.