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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

a força da razão é o fim desta avaliação

24.03.11

 

 

É com emoção que estou a teclar, confesso. Conforme o Paulo Guinote informa aqui, tudo indica que esta avaliação do desempenho cai amanhã. Depois de tanto escrever sobre este quase fascismo por via administrativa, seria natural que terminasse o post com este parágrafo. Mas isto merece mais.

 

Venho agora de Santo Onofre. Uma grande amiga lembrou-me uma intervenção minha numa reunião geral de professores no auge da luta e na altura em que o governo se serviu de gente inclassificável para destituir o Conselho Executivo: "temos estado com algum sossego porque temos lutado muito. Agora é que vai começar a doer e a luta vai ser longa. Exige-se uma resistência inteligente e será desnecessária a existência de heróis ou de mártires". Desculpem-me localizar, mas são muitos os meus colegas que quero homenagear: sublinho a sua lição de dignidade e de profissionalismo.

 

Sei, e agora ainda melhor, que a mais dura das derrotas é quando se vê todos os dias a razão a vencer, mas em que a vitória final tarda em acontecer. Amanhã será um dia histórico. Espero que todos saibam tirar as devidas ilações.

 

 

rosto

24.03.11

 

 

É necessário mudar políticas, desde logo as que não têm uma incidência financeira directa e que amordaçam a democracia. Na Educação o elenco está feito. É bom que os candidatos se convençam que não basta mudar um rosto obstinado-e-mais-sei-lá-o-quê por outro com semblante dialogante.

não é apenas simbólico

24.03.11

 

 

Tantos me dizem que o que se vai seguir a este PS poderá ser ainda pior. Não sei. Não sou adivinho. Sabemos o que foi preciso fazer para combater os efeitos nefastos das políticas educativas dos governos do ainda chefe do governo. Olhando como professor, foi isso que caiu e ainda bem.

 

Há um único senão: nunca deveriam ter existido essas políticas ou, pelo menos, tinha sido curial que tivessem caído mais cedo. Há uma estrutura política, o partido socialista, responsável pelo estado de sítio. É bom nunca esquecer a forma fanática (sim, com 8 letras) como as políticas educativas deste PS foram defendidas pelo partido. Os "socialistas" foram de tal modo anestesiados, que a seca teve um resultado eucaliptal.

 

É evidente que sublinho o que escrevi aqui: "(...)todos sabemos que há uma componente internacional no que estamos a passar, mas ao fim de 36 anos de democracia era difícil fazer muito pior do que este financiamento partidário, do que estas PPP´s, do que esta justiça, de que esta administração do Estado e do que este despautério bancário.(...)". E acrescento agora as tais benesses ilimitadas.