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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

factos e dilemas

23.03.11

 

 

 

Quem se opôs às políticas educativas deste PS tem motivos para se preocupar com o que pensam continuar a fazer os utentes da privatização de lucros e da mercantilização da Educação. Não haja ilusões.

 

Os apoiantes da direita não podem afirmar que quem não votar no seu lado está a permitir a continuidade do actual primeiro-ministro. Se o ainda chefe do governo for candidato, é certo que estará na direita a maior possibilidade de o derrotar em número de votos. Este dilema de muitos terá de ser resolvido.

 

O que não pode acontecer aos dilemáticos, é serem responsabilizados pelos sonoros aplausos da direita às políticas do período 2005 a 2009 ou pelo facto do PS se ter afundado na agenda geradora de tanto consenso no arco da governação, na cooperação estratégica, em boa parte da oposição oficial e na opinião publicada.

ao fundo

23.03.11

 

 

 

 

 

Caiu o governo deste PS. Estão também de parabéns os imensos professores que deram uma boa parte do seu tempo a lutar contra as políticas educativas mais nefastas que a história da nossa democracia conheceu. Quero significar um abraço especial aos meus colegas que se reformaram com fortes penalizações, preferindo a fuga com perda acentuada de condições financeiras à permanência numa escola à deriva.

 

Amanhã cá estaremos.

falso

23.03.11

 

 

É falso que se tenha de agrupar escolas para gerir melhor recursos humanos como afirma aqui a ainda ministra da Educação. A traquitana do ME só consegue mau centralismo e colocação de boys em detrimento da construção de uma rede administrativa moderna e que faça com eficácia a gestão da informação de apoio à tomada de decisões.

rosário gama

23.03.11

 

 

A colega Rosário Gama recebeu a sua aposentação de forma mais rápida do que é habitual, conforme informa aqui o Paulo Guinote. Espero que tenha sido sem uma forte penalização e significo-lhe os desejos de uma vida longa.

empurrados

23.03.11

 

 

Dá ideia que Manuel Alegre apoia a continuidade do actual primeiro-ministro. Se é assim, está ainda mais explicado o seu último resultado eleitoral. Concordo quando refere que Cavaco Silva incendiou de alguma forma a vida política. Todavia, deveria acrescentar que o presidente em último mandato (finalmente) foi empurrado pelos acontecimentos; e não foi só ele, foi todo o arco da governação de braço dado com a oposição oficial. Aliás, este peça com as afirmações de Manuel Alegre termina assim: "(...)Manuel Alegre diz que a manifestação da geração à rasca foi um reflexo da descrença que existe na sociedade portuguesa e confessa que foi das "maiores" que viu na vida "sem nenhuma estrutura partidária ou sindical".(...)"

descida ao inferno

23.03.11

 

 

 


 

 

"Queda sem fim, seguido da Descida ao Maelstrôm, de Edgar Allan Poe" é o último livro de José Bragança de Miranda, professor de Teoria da Cultura, Cibercultura, Arte e Comunicação e Teoria Política. 

Acompanho-o, lendo os seus livros, desde meados da década de noventa. Comecei a interessar-me pelos seus escritos quando assisti a uma conferência sua sobre corporeidade. José Bragança de Miranda, tem duas excelentes obras iniciais: "Analítica da Actualidade" e "Política e Modernidade".



"A imagem da queda é das mais profundamente incrustradas na cultura ocidental, tendo uma remota origem teológica, mas também correspondendo ao desejo milenar de escapar às forças gravitacionais que fazem cair todos os corpos para a terra. A queda era então um momento, talvez dramático mas provisório, da ascensão ou elevação. Na modernidade a imagem da queda sofreu uma mutação considerável. A leitura do conto de Poe, Descida ao Maelstrõm, serve de pretexto para apreender tal metamorfose, cuja compreensão se torna mais imperativa no momento em que se vai impondo uma cultura da "imaterialização" ou do "incorporal"".

 

(Não é a primeira vez que faço

um post com esta citação).

um mundo improvisório?

23.03.11

 

 

Um mundo improvisório? é a interrogação de Mia Couto que intitula a sua última crónica nO País online. Tento não perder as pérolas deste meu conterrâneo. A voracidade da passagem do tempo não me desliga do lugar da infância e da adolescência.

 

"O que pode parecer verdade, no calor das grandes proclamações, não é sentido como autêntico para grande parte dos destinatários dessas tão eloquentes mensagens. O mundo está feito para ser improvisório. Mas não está feito para ser tratado com a arrogância e a falsidade.(...)"