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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

por muito que custe

14.03.11

 

 

Os mentores do SIADAP (sistema integrado de gestão e avaliação do desempenho na Administração Pública), e os especialistas que acompanharam a lucubração, têm de dar a mão à palmatória. Criar um quase fascismo por via administrativa pode não ter sido a intenção, até acredito que não, mas o resultado, e à medida que o tempo passa, aproxima-se desse registo.

 

Sem querer continuar num registo mais radical, posso afirmar que o sistema que inclui indicadores pontuados em descritores que excluem as pessoas por quotas é uma invenção de tecnocratas que se escondem e que são incapazes de avaliar quem quer que seja num sistema de olhos nos olhos. Temos o direito de olhar assim para quem inventou esta tamanha aberração neotaylorista.

 

Os professores são vítimas de uma espécie de SIADAP e têm voz. Há outros funcionários públicos que ficam entregues aos bichos e todos conhecemos histórias aberrantes a esse nível. As que envolvem os assistentes administrativos e operacionais das escolas começam também a dilacerar as atmosferas relacionais. Não adianta tergiversar: o SIADAP utiliza uma linguagem bem-pensante e sedutora e é totalitário.

do outro

14.03.11

 

 

Quando me dizem, mas tinha de existir uma avaliação, sorrio sempre. A avaliação que existia era o melhor que se tinha conseguido numa área em que não há receitas fáceis, como se comprova à saciedade e no mundo todo. O que se tentou impor em 2007 tem de cair pelas inúmeras razões que se conhecem. Se não se quer identificar alternativas, então que se volte ao sítio onde se estava e que se estude. Nesta altura, não existem sequer as tais pressões salariais nem as horrorosas progressões na carreira.

 

Quem tem a obrigação de apresentar alternativas é quem governa e quem mudou o que existia com uma prosápia inaudita. Aos destinatários cabem as asserções do verdadeiro Sócrates: "(...) Aqueles que perguntam são sempre os mais perigosos. Não é perigoso responder. Uma simples pergunta pode ser mais explosiva do que mil respostas.(...)". 

de dia d em dia d

14.03.11

 

 

Concordo com a perplexidade que o José Aníbal, do PROmova, manifesta aqui. É inaceitável que se aceite o lume brando a que está sujeita a dilacerante atmosfera relacional entre professores por causa de uma avaliação que é quase fascismo por via administrativa. É urgente e forçoso um sonoro não.