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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

fragmentos

10.03.11

 

 

 

Não adiantam os eufemismos: as relações entre professores estão mais tensas do que em 2008 e isso pode ser mais explosivo. Houve um aspecto que me impressionou na queda dos titulares: o desespero de alguns titulados com a perda da condição.

 

Agora, deixa-me meio-boquiaberto o desconforto com a possibilidade de suspensão do desmiolado modelo de avaliação. Porque têm um excelente em perspectiva (santa ingenuidade e divina oportunidade) ou porque alcançaram uma posição inesperada na hierarquia da má papelada, os olhares manifestam desconforto com a inevitabilidade da queda. 

 

Estamos na presença de um fenómeno apenas discernido por uma qualquer lógica Husserliana e é perante mais essa pequena barreira que a razão se esforça por prevalecer.

parceria público-privado

10.03.11

 

 

Os professores estão divididos por motivos que não se circunscrevem às opções ideológicas. Há até os que nem precisam de sair de dentro de si para encontrarem a primeira controvérsia: votam nos partidos da direita, mas ficam em pânico se alguém lhes diz que essas forças políticas podem privatizar a escola do Estado onde exercem funções.

 

Se não se parar a saga da privatização de lucros na Educação, não demorarão muitos anos para que os professores que leccionam a tempo a inteiro nas escolas cooperativas tenham de recorrer à rua e aos sindicatos. Já se começaram a ver sinais do que acabei de escrever.

 

Esta será mais uma semana dos jovens e os professores contratados do público e do privado estão nessa condição. Devem estar unidos, apesar dos professores do público continuarem a digerir mal, e com razão, a colocação sem concurso, e por amiguismo, dos professores das cooperativas. São tantos os casos de flagrante injustiça nesta área de gestão de financiamentos do Estado, que as clivagens são compreensíveis.

 

O factor que deve levar à união passa pela fácil identificação de adversários comuns, aspecto que nem os interesses pessoais devem escamotear. É bom não esquecer que o medo fez meia-volta e que a construção do futuro já está em marcha.