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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

dignidade

03.03.11

 

 

 

Recebi um mail do blogger Mário Carneiro com a seguinte informação: na escola onde é professor, a secundária da Amora, esta posição deixou de ser apenas do seu departamento para ser assumida pela escola no seu conjunto, como se pode ler aqui. É bonito. Faz-me lembrar os tempos áureos de Santo Onofre, onde o que os responsáveis pela avaliação defendiam nas reuniões dos diversos órgãos era transformado em tomada de posição em nome da coerência e da verticalidade.

editorial (4)

03.03.11

 

 

 

 

 

 

Estabeleci inicialmente não apagar comentários e responder sempre às opiniões dos visitantes. Apenas a primeira decisão será cumprida até ao fim. O blogue é lido por pessoas que não são professores; por alunos também. Talvez esta última frase ajude a entender a minha satisfação por serem raros os comentários menos agradáveis. 

 

Por outro lado, não é preciso ler Amos Oz para perceber que se da contradição nasce a luz, da civilidade também. Por vezes, uma intenção carregada de razão perde o pé da argumentação por usar um tom desagradável. E a violência alimenta-se dessa escalada. Todavia, nada disto deve condicionar a liberdade fundamental dos blogues onde se inclui a inserção de informação que de outro modo jamais chegaria ao conhecimento do público. 

 

Embora me vá repetir, há aspectos da minha personalidade que não mudam. Digo o que tenho a dizer e tomo posições difíceis, mesmo que perceba que vão ser incómodas. Não me faço a vida fácil, digamos assim. Muitas vezes iniciei processos sozinho. Sou um ser livre e quase que só faço o que me apetece. Não sei viver de outra maneira. Os meus juízos sobre as situações são construídos também com os outros. Ouço-os sem preconceitos maniqueístas e os julgamentos definitivos ficam no meu cérebro. Já escrevi que a linguagem exprime emoções, aconselha e organiza os nossos conhecimentos e o nosso mundo. E isso não se faz sozinho. Os que me conhecem bem sabem o que podem esperar.

cisne negro

03.03.11

 

 

 

 

Black Swan (Cisne Negro) é um filme brutal. Tinha lido qualquer coisa há tempos, mas entrei desprevenido. A busca incessante da perfeição, leva uma bailarina nova-iorquina a traduzir para a tela os efeitos devastadores da sociedade competitiva que construímos. A máquina social que nos provoca ansiedade pela falha e complexos de culpa eternos pelo não saber, é despida numa narrativa que integra o fantástico e os efeitos especiais de um modo que não retira às personagens a sua cortante humanidade.