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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

campo pequeno e diagnósticos

25.02.11

 

 

 

A plataforma de sindicatos de professores faz um elenco (é bom que leia a lista toda) com um diagnóstico do estado do nosso sistema escolar. Os professores ficaram desconfiados com o entendimento de 2008 e reforçaram esse estado de espírito com o acordo de 2010. Há um princípio que não deve ser esquecido: mesmo que se perca no presente, sai-se de cabeça levantada e vence-se no futuro. Defendo que a acção terá de ser coerente e intransigente em matérias nucleares. Os professores todos, mas mesmo todos, têm motivos para descruzar os braços. Há um outro aspecto decisivo: é fundamental que haja diversidade na frente que se vai inevitavelmente erguer. Se alguém quiser levar a bandeira, sem partilha, da linha da frente, os efeitos serão reduzidos.

 

 

"12 de Março no Campo Pequeno.

 

Crescem as razões e a mobilização para os professores encherem de novo o Campo Pequeno.


As organizações que integram a Plataforma de Sindicatos de Professores reuniram e concluíram que, nunca como hoje, foram tantas e tão fortes as razões para os professores se unirem, mobilizarem e, em 12 de Março, uma vez mais, manifestarem a sua indignação e exigência.
(...)
…a vaga de desemprego anunciada para Setembro;
…o roubo nos salários;
…a crescente precariedade e instabilidade;
…o congelamento das carreiras;
…a não realização de concurso em 2011;
…a não suspensão do actual regime de avaliação;
…as quotas na avaliação – a consideração da avaliação nos concursos;
…o fim das reduções de componente lectiva para o desempenho de cargos;
…a eliminação das horas de componente de trabalho individual;
…a contínua degradação dos horários de trabalho;
…a eliminação e/ou profunda redução das horas para o desempenho de cargos de coordenação;
…a fortíssima redução de assessorias e adjuntos na gestão das escolas;
…a redução ainda maior dos orçamentos das escolas;
…a imposição de absurdos mega-agrupamentos e suas consequências;
…o regime de educação especial que afasta apoios a milhares de alunos com necessidades educativas especiais;
…as ilegalidades (despedimentos, alteração de horário e redução salarial) impostas pelos patrões do ensino privado;
…a eliminação do par pedagógico na educação visual e tecnológica;
…o fim, na prática, do desporto escolar;
…o fim, na prática, do estudo acompanhado;
…o fim da área projecto;
…a extinção prevista para Setembro, de todos os projectos desenvolvidos pelas escolas de promoção do sucesso e combate ao abandono escolar;
…a degradação das condições de exercício de cargos nas escolas;
…a transferência da contratação nos “TEIP” do orçamento de estado para fundos comunitários, bem como do ensino profissional nas escolas públicas;
…a alteração das condições de exercício da função de professor bibliotecário;
…a imposição de um calendário de exames que inviabiliza o gozo pleno de férias a milhares de docentes;
…as brutais reduções salariais impostas aos docentes ensino português no estrangeiro;
…a alteração do horário nocturno das escolas;
…a alteração do conceito e do cálculo do valor da hora lectiva extraordinária;
…os recibos verdes ilegais impostos aos docentes das “AEC”;
…as ilegalidades impostas na carreira: “ultrapassagens”, “paralisação” por ausência de legislação, entre outras;
…a falta de formação contínua gratuita;
…a progressiva fragilização dos apoios sociais aos estudantes e às suas famílias;
…a falta de trabalhadores não docentes nas escolas;
…a ausência de medidas que reforcem a autoridade do professor na escola;
…a falta de medidas preventivas à proliferação da indisciplina na escola;
…a ausência de negociação efectiva;
…a falta de política educativa!

(...)

Lisboa, 23 de Fevereiro de 2011"
 

A Plataforma de Sindicatos dos Professores