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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

clubite

22.02.11

 

 

Quem tem uns anos de ensino consegue dar conta do grau de destruição dos últimos anos. É claro que os professores de Santo Onofre têm uma dose a dobrar derivada do inclassificável (acreditem que é mesmo difícil nomear tanta terraplenagem e insensatez) que se tem vivido nos últimos dois anos.

 

Conheço gente do PS que teima nos laudos à anterior ministra da Educação. São cada vez menos, mas existem. Enquanto este partido político não se convencer do desastre que perpetrou, não conseguirá recuperar os eleitores que perdeu na área da Educação. Foi mau de mais para se resolver com desculpas de circunstância e vai levar anos a recuperar.

 

O estado de sítio que se vive nas escolas é inaudito. Nunca pensei assistir a tanta falta de convicção nos normativos. Da avaliação de professores ao estatuto da carreira, passando pela gestão e pelos agrupamentos de escolas, a farsa fez lei. Recomeçar vai implicar um profundo conhecimento do terreno. Se há alguma marca que a anterior ministra deixou, foi a instalação do seu assumido anarquismo. É um sistema à deriva e que só é defendido por fanáticos ou desconhecedores.

da ruína

22.02.11

 

 

Por mais que se prove que os grandes agrupamentos de escolas impossibilitam boas culturas organizacionais, os que-nunca-porão-os-pés-numa-escola-ou-numa-sala-de-aula não desistem. A destruição do poder democrático da escola é ainda mais grave se pensarmos na dificuldade ancestral e comprovada que temos em educar as nossas crianças. Mais cedo do que tarde lá bateremos contra a parede.

 

O que espanta é a atitude de todos os que assobiaram para o lado ou correram atrás de umas cenouras quando se abriu a porta a mais esta componente crítica: o 75 de 2008. Estavam à espera de quê?

 

Fica a saber-se que os mega-agrupamentos (nalguns casos, e em que os amontoados já são mega desde o início do século ou de meados da década, passarão a giga) vão avançar. Tentarão que a coisa origine menos protestos. Esperarão que a formação de CAP´s se faça depois de algumas reformas ou quando terminarem alguns mandatos. Ou seja: o tradicional argumentário de gestão e de prospecção de um país viciado em caciquismo e pobre também por isso.