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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

detalhe

18.02.11

 

 

Nem sei se a economia de escala aplicada à gestão escolar é muito estudada. Pelo argumentário do ME e dos seus satélites, vejo que queremos reduzir custos quando somamos duas unidades de gestão perdendo uma das cabeças ou tentamos eliminar serviços administrativos redundantes. Uma década depois, estamos no mesmo sítio ou com mais despesa nessas parcelas.

 

Escreveu-se muito a propósito dos novos descobrimentos portugueses: os mega-agrupamentos e a parque escolar.sa. Quinhentos anos depois da epopeia, os mundos que agora desbravamos já foram abandonados pelos que há dois séculos eliminaram o flagelo do abandono escolar. Mais do que copiar ou comparar organizações administrativas, importa debater o essencial: e o cerne está na coerência do detalhe (e só isto dava para milhares de caracteres).

 

Afirmar uma cultura organizacional e exercer uma liderança forte (forte é o chavão preferido pelos doentinhos do headmaster, mas, e como não sou psicanalista, devemos traduzir por democraticamente competente, legitimado pela convicção de que é capaz e pela aceitação esclarecida e mobilizada dos liderados) só está ao alcance da coerência sistemática dos detalhes, através da preciosa atenção às relações humanas e à estruturação do sistema de informação. E isto só acontece na escala humana, que tem de ser racional, como há muito perceberam os mais desenvolvidos.

 

Andamos ao arrepio da História e perdemos a ideia de possibilidade e de utopia. Também por isso republiquei esta entrevista, onde remeti para a escola uma indelével função democrática: "A cultura da escola é a cultura permanente da exigência, da finalidade e da regra, mas também do afecto, da amizade e do drama." E isso não se faz sem proximidade.

61

18.02.11

 

 

 

A onda de contestação à avaliação de professores está, naturalmente, imparável. Contam-se já 61 escolas e agrupamentos que tomaram uma posição pública a pedir a suspensão deste desmiolo.

 

Este ME não tem remédio. Devem estar convencidos que estão cheios de razão e que os destinatários é que são uns incompetentes. Passaram para a fase da ameaça que é a resposta mais à mão quando se está a tremer de medo.

achas

18.02.11

 

 

 

 

 

 

O bloco central não tem emenda. Remete para o populismo, e para a inveja, a limitação à remuneração dos gestores públicos e os satélites fazem a restante coreografia.

Chumbadas limitações às remunerações de gestores públicos

 

"Os projectos de lei do BE, do CDS e do PCP que propunham limitações nas remunerações dos gestores públicos foram chumbados no Parlamento com os votos contra do PS e PSD."

linguagem

18.02.11

 

 

 

 

“(...) as relações humanas poderiam ser muito diferentes se fosse transparente a relação entre dor e linguagem, se sentíssemos a dor do outro ao ouvi-lo enunciando a palavra “

 

O aforismo 303 do filósofo Wittgenstein. 

demissão?

18.02.11

 

 

 

Mas não é o Conselho Geral que tem poderes para demitir o director? Claro que sim. Mas a actual ministra da Educação, e ao ver a casa a arder, socorre-se de tiques que deveriam estar armazenados no século passado. Que dizem a isto as organizações de dirigentes escolares? Estão com medo das CAP's? Quem aceita fazer CAP´s para ocupar os lugares de dirigentes em luta contra políticas nefastas não deve merecer consideração. E se alguém o faz, o tempo lá se encarrega do resto. Tudo isto, e mais o que se ouve em off, dá vontade de rir se a pena pelo que estão a fazer à escola portuguesa não se sobrepusesse.

 

Ainda alguém tem dúvidas que o conceito de autonomia do bloco central passa pela nomeação de directores em sede da direcção regional respectiva?

 

 

Suspensão da avaliação nas escolas dá demissão

 

"O ministério da Educação lembra as consequências que pode ter a suspensão da avaliação. Entre os directores ouvidos pelo DN, há quem defenda a suspensão imediata. Um director que suspenda o processo de avaliação na escola onde trabalha incorre num acto ilegal e numa infracção disciplinar, diz o ministério da Educação, lembrabndo que tal acto poderá mesmo motivar a sua demissão."

 

 


a razão dos professores

18.02.11

 

 

A injustiça e a inexequibilidade caracterizam o modelo de avaliação de professores. Escrevo-o há não sei quanto tempo e não desistirei. A incompetência nasce no tipo de avaliadores e no que se quer medir. Das quatro dimensões da actividade do professor, só uma é mensurável. Mesmo assim, é discutível se se deve apurar com pontos e quotas. Defendo que não. Depois de muito estudo e de alguma experimentação, deixei aqui a minha opinião definitiva (desculpem a ousadia) em Setembro de 2008. Um novo modelo vai requerer tempo e outros mentores; os actuais estão esgotados. Não conseguem fazer diferente e estão a causar prejuízos incalculáveis à sociedade; e não se trata de simplificar.

 

A contestação é, mais uma vez, uma exigência de quem está nas salas de aula e domina mesmo estes saberes. A onda só pode voltar a crescer. As organizações existentes estão a ser rebocadas.

 

 

Professores de 32 municípios já recusaram modelo de avaliação

não é suficiente

18.02.11

 

 

 

 

 

 

Está tudo mal desde o início. Até já doem os dedos de teclar sobre isto. Agora é este partido com os tradicionais avanços e recuos da nossa oposição de direita que reza para que nada de substancial mude. Dá vontade de lhes dizer: e se fossem brincar lá com o vosso pessoal?

 

CDS-PP anuncia diploma para simplificar avaliação de professores

 

"(...)“Que país é este que põe professores contra professores a competir pela mesma vaga?”, questionou, afirmando que nenhum dos objectivos do sistema de avaliação foi atingido e, ao contrário, foi criada “uma grande confusão nas escolas”.(...)"