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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

autonomia?

14.02.11

 

 

 

Não existe político ou investigador da área da Educação que não defenda como vital o desenvolvimento da autonomia das escolas. Cerca de dois anos depois da entrada em vigor do novo modelo de gestão das escolas, há uma ou outra certeza: a tímida autonomia escolar que se tinha conquistado regrediu e as direcções das escolas transformaram-se no patamar inferior da hierarquia do ME; um espécie de repartição com funções do front office da traquitana.

 

Por isso, e lendo os resumos das conferências de antigos ministros, apetece perguntar-lhes: vivem aonde? Por onde é que têm andado?

 

Marçal Grilo defende autonomia para escolas do ensino básico e secundário

desplante

14.02.11

 

 

 

Uma ministra que terraplenou as escolas públicas como se o sistema escolar fosse um grande primeiro ciclo carregado dos seus atavismos e da tralha de má burocracia que o asfixia, tem o desplante de elogiar a segunda maior componente crítica de todo este desmiolo: a obstinação do chefe do governo.

 

A composição do descalabro (estou a pesar bem o que estou a escrever) ainda incluiu um governo com agenda neoliberal e uma engenharia social, financeira e do trabalho que massacrou a classe média com má burocracia para a nivelar para baixo.

 

Juntar o desconhecimento comprovado à teimosia mascarada de determinação acaba sempre em tragédia.

competição desgovernada

14.02.11

 

 

 

Como é possível que depois de uma reprovação generalizada a avaliação de professores ainda dê sinal de vida e continue a dilacerar a atmosfera relacional das escolas? Este modelo é inexequível por querer medir o que é imensurável e é injusto porque os seus instrumentos e formas não permitem pontuar os avaliados e seriá-los em quotas. E ponto final. É da família de políticas de avaliação que levaram à tragédia da France Telecom (estou a pesar muito bem o que estou a escrever).

 

É claro que os professores portugueses, e apesar da proletarização a que foram votados desde 2005, e os seus sindicatos não aprenderam a lição e põem-se a jeito. O oportunismo e o "ver se me safo" associado a um regime de farsa não funcionam com pontuação e quotas. E quando os professores dão aos órgãos de comunicação social motivos para manchetes que envergonham, quem fica numa posição ainda mais difícil são os próprios.

 

 

Avaliação nas escolas. Professores em "competição desgovernada