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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

minoritários

13.02.11

 

 

 

Usei com eficácia a ameaça de demissão porque os argumentos eram justos, fortes, partilhados pelos que me acompanhavam e porque os destinatários da advertência sabiam que era mesmo para valer. Esse murro na mesa é uma solução no sistema português se quem o der estiver consciente do esforço que tem desenvolvido e da justeza das suas razões.

 

As escolas públicas nunca foram tão maltratadas como desde 2005. É unânime. Antes disso, houve um ou outro momento parecido mas menos mediatizado. Nessas alturas, os denominados dirigentes escolares sempre se mostraram maioritariamente acríticos.

 

Não me surpreendem os últimos desenvolvimentos. Há um argumento que me custa mais a aceitar: os actuais dirigentes não se demitem em bloco porque receiam a solução de CAP´s por parte da tutela. Parece-me um pessimismo exagerado. É preciso encontrar centenas de professores mergulhados num vale tudo sem limites. E que raio: mesmo que as pessoas estejam do lado das políticas, é preciso sei lá o quê em termos éticos para embarcar numa coisa dessas. Bem sabemos que aconteceram processos semelhantes em casos isolados e que bastou descobrir meia dúzia de gente assim para perpetrar as ocupações. Mas temos de acreditar que professores desse calibre são minoritários.

se forem consequentes

13.02.11

 

 

Os detalhes da reunião de dirigentes escolares que se realizou ontem no Porto não entusiasmam ninguém. Este tipo de reuniões foram, em 2008 e em 2009, momentos de frustração para os que acreditavam em conclusões justas. Se a maioria dos presidentes de Conselhos Executivos são hoje directores, não se podem esperar grandes diferenças. Qualquer ilusão pode ser desmobilizadora dos professores, como aconteceu no passado. Participei em inúmeras reuniões do género e sempre percebi que quem remava contra a maré o fazia de modo quase isolado.

 

Todavia, a decisão de exigir a suspensão da avaliação de professores é positiva. Falta conhecer as consequências se o governo ficar inamovível.

 

 

Dirigentes escolares exigem suspensão do processo de avaliação e pedem justiça

o peso do vazio

13.02.11

 

 

"As próprias letras das canções e os respectivos vídeo-clipes são um culto da ostentação oca e bacoca. Meninos de fatos italianos, cheios de penteados (a mostrar que lhes pesa mais o cabelo que a cabeça) e com dourados a pender dos dedos, dos dedos e do pescoço (a mostrar que precisam apenas de mostrar), meninos que cantam pouco e se repetem até à exaustão, fazem o culto deste vazio triste..."

 

Leia aqui a crónica completa de Mia Couto.