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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

nem no 25 de abril

11.02.11

 

 

Do minuto a minuto do Público:

 

 

21h09: “Isto é incrível. Nunca vi nada assim. Nem no 25 de Abril”, diz-nos o nosso enviado Paulo Moura, no Cairo, antes da chamada cair.

20h50: A euforia não esmorece na praça Tahrir. “Todos os nossos sonhos tornaram-se realidade”, cita no Twitter o jornalista da CNN Nic Robertson.

20h36: Na praça Tahrir (Libertação), no Cairo, os jovens gritam o nome do Presidente dos Estados Unidos, conta o jornalista da NBC Richard Engel. Barack Obama falou há minutos e teve uma palavra para eles, ao falar no nascimento de “uma nova geração”.

20h30: Mais do discurso do Presidente norte-americano, Barack Obama, sobre a queda de Mubarak: “Sei que um Egipto democrático pode avançar com o seu papel, não apenas na região, mas em todo o mundo”.

sem voz

11.02.11

 

 

 

 

Alunos, professores e encarregados de Educação são actores com voz. Todavia, as escolas também se erguem por força da acção de uma pequena legião sem palavra: os assistentes administrativos e os assistentes operacionais (outrora designados por auxiliares de acção educativa; há até quem diga, que a mudança de nome lhes deu um super-poder tal que desempenham o papel de três dos que tinham a anterior designação).

 

Nem adianta chamarem-me populista por causa deste post. As inúmeras pessoas com essas funções que comigo privaram ao longo de anos podem vir aqui acusar-me; os outros não.

 

Estes actores do universo escolar não têm voz. Os sindicatos, mesmo os que têm mais sócios, defenderam uma proposta insana para os professores: um prémio pecuniário anual aos professores que se destacassem em cada escola ou agrupamento. O que me traz aqui é um acto da mesma família.

 

Belisque-se. Fique a saber que há escolas e agrupamentos no sistema público escolar de Portugal, que atribuíram, em pleno 2010, um 15º mês de salário aos dois assistentes operacionais que mais se destacaram. É só imaginar o efeito devastador que este cinismo manipulador tem no curto e no médio prazo na atmosfera relacional. Este tipo de políticas colocaram as democracias nos limites da sobrevivência. Estamos a insistir na construção de um sistema que urge derrubar e que empurra as pessoas para coisas destas.

obstinação central

11.02.11

 

 

Para o centrão não existe força da razão. PS e PSD são duas faces da mesma moeda, por muito que isso custe a quem teima em afirmar que quem come laranjas não se veste de rosa. O parlamento reprovou, com votos rosa alaranjados, a exclusão para concurso da avaliação de professores. Daqui a uns tempos veremos como reagem estes membros da oligarquia que vive na estratosfera.

É bom que avisem

11.02.11

 

Dirigentes de escolas públicas reúnem-se no Porto para alertar para "riscos" que corre o sistema

 

Mas que depois do aviso não fiquem inamovíveis. É que cerca de 90% destas pessoas eram presidentes de Conselhos Executivos e nessa altura também avisaram vezes sem conta por causa dos mesmos riscos. Mas mais: deixaram alguns dos sobrantes 10% isolados e à mercê de comprovados oportunismos, que mais não fizeram do que destruir escolas públicas.

Vai-te Mubarak!

11.02.11

 

 

 

O povo egípcio não desarma, contrariando as vozes temerosas, e instaladas, que nestes momentos sempre aconselham a manutenção do que está. Quando a incompetência e o despotismo se estabelecem, a queda da teia apenas aguarda que o tempo faça das suas. Em qualquer das escalas, e em situações do género, é sempre preferível que os mentores fujam e que a chegada do amanhã se acelere.

bullshit em grau elevado

11.02.11

 

 

 

O bullshit, em português "conversa da treta", é objecto de uma estranha tolerância, enquanto a mentira é vista em geral sem benevolência. Outra das razões para o aumento do “bullshit, é o facto da sociedade actual exigir de todos que tenhamos opinião sobre tudo, mesmo sobre aquilo que desconhecemos. É evidente que o mundo dos media constitui um excelente caldo de cultura “bullshit“”. É uma praga.

 

O texto da colunista do DN Paula Ferreira, que pode ler no link solicitado, é uma pérola de bullshit. Basta passar os olhos pelas "(...)as aulas de 90 minutos que tanta controvérsia geraram quando o Ministério da Educação, liderado por Maria de Lurdes Rodrigues, implementou o novo sistema. (...)Quando a coisa parecia consolidada, há que mudar e voltar ao princípio.(...)". Para os menos atentos a estas coisas é bom recordar que as aulas de 90 minutos se iniciaram nos finas do século passado, mais propriamente em 1998. E se ler a crónica toda, perceberá o seguinte: há quem consiga concluir coisas acertadas a partir de premissas erradas. Dá que pensar, realmente.

Nova reforma no Ensino a pensar nas contas