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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

avaliador

08.02.11

 

 

 

 

A avaliação de professores recomeça a sobreaquecer a atmosfera e a temperatura só pode subir. Entre tantas coisas desmioladas, há algumas que são da responsabilidade dos avaliadores (e dos inventores da coisa, claro).

 

O modelo em curso está tão recheado de indicadores imensuráveis como o anterior. Por mais fingido que seja o percurso - estou a lembrar-me da construção das grelhas ou do processo de observação de aulas - há um final que será épico.

 

É que a fase terminal não é sobre a aptidão dos colegas para continuarem a exercer a profissão. Não é nada disso. O que se tem de fazer é incluir algumas pessoas na menção de excelente ou de muito bom e outras não. E é preciso chegar a uma pontuação na escala de 1 a 10. É evidente que temos uma opinião sobre os nossos pares, mas isso é muito insuficiente para os catalogar nos domínios científico e pedagógico através de uma pontuação e de quotas. E a coisa está tão refinada, que o avaliador acede à excelência sem observação de aulas. Um rol de epifanias.

 

Rezar para que ninguém se tenha candidatado, ou que os que o fizeram caibam todos nas quotas, é um logro. Deixar andar e acreditar no nacional porreirismo não está, desta vez, ao alcance dos mortais. Para além do que já foi dito, é bom que ninguém se esqueça que o mundo não termina no fim deste ciclo de avaliação e que a vida continuará. E basta pensar uma bocadito nos efeitos dilacerantes que tudo isto pode ter.

sensibilidade

08.02.11

 

 

 

 

Do que li sobre o fim do par pedagógico em EVT houve um argumento que me chocou.

 

Haverá muitos professores desta disciplina nos escalões mais remunerados da carreira e perto da aposentação. Provavelmente, os que ficariam com horário zero não seriam despedidos. Todavia, há professores contratados que caminhariam para o desemprego e que deveriam pensar em mudar de vez de profissão.

 

Já está muito discutida as desvantagens de se terminar com esta parceria pedagógica. Existe um argumento da tutela que arrepia: a omissão dos contratados. É que não estamos a falar de jovens em estágio ou nos primeiros anos de ensino; e mesmo que fosse. Há professores com mais de uma dezena de anos de serviço ininterrupto e que só são contratados porque a precariedade e os recibos verdes fizeram escola. Ainda bem, dirão os arautos dos cortes nos outros.

riscos

08.02.11

 

 

 

 

Quando um movimento de pessoas quer afirmar a sua verdade para além do que existe, as reacções cautelosas fazem-se ouvir. Teme-se que a coberto da melhor das intenções possa medrar a mais populista das ideias ou que o seu espaço seja preenchido por outros.

 

Os democratas têm sempre muito cuidado nas críticas que fazem para que não se abram portas ao populismo. Mas tudo isto tem limites; e o primeiro deles é determinado pela impossibilidade de conter a injustiça.

 

Os movimentos na blogosfera e nas redes sociais são determinantes, embora não tenham a eficácia das acções de rua. Mas não basta ir para a rua, é necessário que essa representação dê corpo às vontades não institucionalizadas. Quem não adormece sem contar eleitores, apavora-se com a rua e principalmente com a heterodoxia. É um pouco disso o que pode ler, aqui, aqui, e aqui, a propósito do que se vai passando com o bonito milhão do facebook.

assessores e juristas

08.02.11

 

 

 

A praga de juristas assessores, normalmente jovens das concelhias e das federações dos partidos políticos, faz pior à traquitana do estado do que aquilo que se imagina. Fazem-se pagar a preços de luxo e mudam de área de negócio, que é como quem diz de tema da governação, e mesmo de partido do centrão, como quem muda de centro comercial. Não há ministro, secretário de estado ou director regional que não dependa destas canetas. Estão longe de ser amendoins e causam danos vários: às políticas, por desconhecimento, e à qualidade legislativa.

 

Assessor do PS obrigado a devolver 41 mil euros que recebeu do IEFP

"Câmara lisboeta pagava-lhe 3950 euros por mês. Ainda assim, IEFP deu-lhe 41 mil euros de subsídio.(...)"