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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

se

06.02.11

 

 

 

Os professores têm aguentado muito, mas há uma consequência da queda deste governo que rejeitam liminarmente: se a direita vencer as próximas eleições, o ataque ao poder democrático da escola que se vai continuar a verificar é uma responsabilidade de quem ocupou lugares de governo nos últimos anos e não de quem combateu as nefastas políticas. A mudança será apenas uma passagem de testemunho.

moção de censura

06.02.11

 

 

 

O PCP poderá apresentar uma moção de censura ao governo. No jogo político-partidário, e em plena campanha para as legislativas, o PCP nada tem a perder; com este PS ou com a direita a sua luta é a mesma. Manterá o seu fiel eleitorado e só poderá beneficiar com o murro na mesa. O tacticismo da direita, que consiste em esperar por dias melhores, levará um abanão, o bloco de esquerda pagará caro o facto de querer uma esquerda grande em coabitação com este PS e os tacticistas do PS podem ter de esperar mais de uma década como castigo para a sua falta de convicção na possibilidade de fazer diferente do chefe actual.

 

Por incrível que possa parecer, os bloquistas apelam à esquerda do PS para que não seja crítica de Sócrates de modo a que não se entregue o poder à direita. É espantoso tudo isto.

 

O chefe do governo escolheu a Educação e os professores para alimentar o lumpen e os votozinhos. Enquanto na saúde cedeu aos primeiros protestos, na Educação fez gala da sua obstinação para satisfação política da direita e da cooperação estratégica. Os resultados estão aí. O castigo supremo conseguiu ser superior às forças dos professores e veio dos maiores aliados do arco da governação: o sistema bancário e as lavandarias dos offshores.

 

Dá ideia que vão sair de cena sem honra nem vaidade.

sente-se? também me parece

06.02.11

 

 

A comunicação social e as organizações que existem devem estar muito atentas. Em 2008, as instituições políticas assustaram-se com a força dos professores portugueses e, como afirmou José Gil, um entendimento cortou a coluna vertebral à razão. Em 2010, a cena como que se repetiu. Estou com a sensação que desta vez a domesticação vai ser muito mais difícil. Há muito desânimo, é certo. Mas noto muito menos tolerância por parte de quem sente a injustiça na pele e ninguém do arco parlamentar se deve sentir incompreendido, principalmente os constituintes da famosa cooperação estratégica.

 

Professores. Começou a revolta que ainda não faz barulho

"Professores estão ansiosos por gritar nas ruas contra os cortes na escola pública e nem querem esperar pela convocação dos sindicatos(...)"