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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

mainstream

05.02.11

 

 

 

Não é por muito se repetir uma ideia que a realidade se transforma. Afirmar que a luta dos professores não se pode resumir à blogosfera docente é não só verdadeiro, como inútil e escusado. Nem os bloggres vão desistir ou desaparecer nem os que propagam a ideia com fervor ficam lá muito bem vistos.

 

Ninguém está acima das críticas e o mundo pula e avança com a contradição, lá dizia o Hegel. Quem tiver outros gostos pode sempre socorrer-se do Popper para a ideia da irrefutabilidade só se aplicar a coisas falsas. Na presente luta dos professores portugueses, os bloggers que continuem o seu caminho, os sindicatos e os partidos políticos que façam o que são capazes e os movimentos que digam de sua justiça. As combinações em pares ou em trios já são mais difíceis, mas podem existir desde que a incoerência mais básica não derrube a credibilidade e a voz com um simples sopro.

 

O que não se compreende, é o apelo de descentrifugação em direcção ao mainstream. Não pode ser. É impossível. Para além de tudo, só temos a ganhar com vozes diversas e autónomas. Foi essa a grande força dos professores. Só quem tem mesmo medo do novo é que não aceita essa nova realidade.

 

E só mais um detalhe: as agendas têm de incluir a desconstrução das nefastas políticas e não se podem resumir ao permanente contar de espingardas e sei lá mais o quê.