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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

recomendações de bruxelas

02.02.11

 

 

 

 

Recebi por email esta notícia do Público que me escapou. Vem acompanhada de um comentário cujo conteúdo não deve ser desprezado.

 

Olhem bem para a descomunalidade da coisa: a centralidade de Bruxelas vem recomendar paliativos para uma das nossas vergonhas maiores: o abandono escolar precoce.

 

Em vez de rankings que só interessam a quem se emprega nas esferas que o produzem, o que seria curial fazer-se era uma seriação com consequente responsabilização ao nível concelhio e das comunidades locais sobre os números deste flagelo. Mas nada. Respondemos, de Bruxelas a Lisboa, com despachos e minutas.

 

Os governos deste PS até atingiram o nirvana: avaliar os professores pelo abandono escolar dos alunos e pedir desculpa aos encarregados de Educação e às comunidades locais.


Bruxelas adopta plano para ajudar países como Portugal a reduzir abandono escolar

 

 

"A Comissão Europeia adoptou hoje um plano de acção para ajudar os Estados-membros a reduzir para menos de 10 por cento, até 2020, a taxa de abandono escolar, objectivo do qual países como Portugal ainda estão longe.
Portugal tem uma taxa de abandono escolar precoce superior a 30 por cento. (...)

“A Europa não pode dar-se ao luxo de que tantos jovens com potencial para contribuir para as nossas sociedades e para as nossas economias sejam deixados para trás. Temos de aproveitar o potencial de todos os jovens da Europa de forma a recuperar da crise”, comentou o presidente da Comissão, Durão Barroso.""


Um comentário sobre esta notícia no Público.
Abandono dos Professores
Já agora Bruxelas deve também fazer um plano para travar o abandono dos professores.O meu filho está sem professor de Matemática e de História desde o 2º Período. O de Matemática pediu a reforma o de História emigrou para a Holanda. É isto o ensino em Portugal.

decretado

02.02.11

 

 

Está decretado o fim da área de projecto e de meio estudo acompanhado. Extingue-se também o par pedagógico na disciplina de educação visual e tecnológica. É o reino da mudança e do devaneio. Tudo é decidido fora da escola e pelos iluminados do poder central. Este decreto é lapidar. O legislador, num gesto de extrema generosidade, oferece às escolas a possibilidade de organizarem as aulas em tempos de 45 ou de 90 minutos, que é uma realidade desde o século passado (desde 1998 que todas as escolas tinham aulas de 45 e 90 minutos e que a gestão era flexível). Não se devia decidir a este nível sem uma medição prévia da temperatura corporal dos decisores.

 

Sejamos claros: existirá um desemprego em massa nos 2º e 3º ciclos de escolaridade com principal incidência no grupo disciplinar de EVT. Este grupo conhecerá também um número inaudito de horários zero.

naturalmente

02.02.11

 

 

Os agrupamentos (ou amontoados) de escolas que nasceram na última década de século passado, que ganharam vida nos corredores do ME já neste milénio e que foram bandeira de terraplenagem apressada dos governos do actual PS são uma péssima ideia. São uma opção despesista que terá de ser corrigida a prazo. Os países que avançaram com esta megalomania estão a recuar em passo acelerado e a Finlândia, por exemplo, estabelece para 500 alunos o número máximo das escolas de grande escala. Portugal está do avesso, na falência e tem um governo que insiste na tragédia.

 

Novos agrupamentos escolares trazem confusão

 

O novo modelo é ainda um quebra-cabeças para as direcções de agrupamentos com o triplo da dimensão.