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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

quando se fala de esquerda

26.01.11

 

 

 

Fala-se ainda deste PS. Se nos centrarmos no propalado topo da agenda de um país, a Educação, temos de concluir o seguinte quando vemos o anúncio eucaliptal da recandidatura partidária do actual chefe do governo: tirando um ou outro tique, as alternativas do PS não estão seguras de que teriam feito diferente.

 

É esse o sublinhado do desastre. E por que é que não faziam diferente? Porque não sabem, porque são da mesma escola de eduquês, de má burocracia e de amendoins; e a sabedoria, o conhecimento do real e o profissionalismo não se compram ao virar da esquina.

querem ver

26.01.11

 

 

 

Às tantas os funcionários públicos foram os únicos a contribuir com cortes salariais. Se quer saber o motivo que me leva a este raciocínio, clique aqui.

 

Somos realmente uma sociedade espantosa. Acabo de ver uma notícia que me fez beliscar: o eleito presidente anuncia (tem de anunciar, digamos assim) que opta por receber apenas a sua pensão que é superior ao seu salário. Não temos vergonha de ter chegado a este nível de desconfiança, de despautério e de descarado oportunismo na utilização dos financiamentos comuns? E antes dessa notícia, os deputados, em pleno parlamento, davam exemplos em catadupa de salários injustificados e astronómicos nas empresas públicas. E antes disso...

incrível

26.01.11

 

 

Francamente, acho incrível como pode ter acontecido o que é relatado aqui por este sindicato de professores. É de tal forma o desvario, que apresento um pequeno resumo do texto que linkei.

 

 

POSIÇÃO DO SPRC FACE AOS PROTESTOS PROMOVIDOS PELOS EMPRESÁRIOS DO SECTOR DA EDUCAÇÃO

 

Também na região centro, colégios privados com contrato de associação iniciaram hoje alguns dias de protesto com o objectivo de continuarem a pressionar o governo a pagar-lhes um valor superior ao do financiamento das escolas públicas.

Ao longo de muitos anos, o poder político, não só fechou os olhos, como pactuou com a proliferação destes colégios, alguns dos quais construídos ao lado de escolas públicas, mas, mesmo assim, tendo celebrado contrato de associação com o Estado.

Exemplo em Coimbra foi o Colégio de São Martinho que, praticamente, se encostou às EB 2.3 de Taveiro e Inês de Castro, ficando sempre a dúvida (que ainda hoje paira) sobre os expedientes que os proprietários do colégio (ex-dirigentes da DREC) terão utilizado para obterem o que, pela lei vigente, a todos parecia impossível.

Mas não é esse o único problema. As histórias contadas por professores de colégios são muitas e os documentos que as ilustram permitem perceber como enriqueceram empresários que encararam a Educação como um negócio, tendo, alguns, construído verdadeiros impérios.

Confessa um desses empresários que, pela forma como organiza as coisas, põe uma turma a funcionar todo o ano por pouco mais de 50.000 euros. Acima desse valor tem lucro, pretendendo garantir que ele seja o mais elevado possível. Se é assim ou não é, o SPRC desconhece, mas que os sinais exteriores de muito lucro existem, isso está à vista de todos!

O que chega ao Sindicato, relatado por vários professores, chega a surpreender e indignar. São…

… os recibos de vencimento que exibem valores superiores ao que é pago;

… a devolução, em dinheiro, do montante correspondente ao subsídio de refeição;

… os horários que apresentam uma “face oculta”, havendo muitos em que são impostas actividades lectivas na componente não lectiva;

… as (muitas) horas de trabalho “à borla”;

… as professoras que estiveram de licença de maternidade e entregaram ao patrão o cheque da Segurança Social que receberam quando regressaram ao serviço;

… os registos biográficos que não correspondem à assiduidade dos docentes: uns por defeito, outros por excesso;

… as actividades pagas pelo ME que também são pagas pelos pais mas que não são pagas aos professores que as desenvolvem…

São muitas as histórias que chegam ao Sindicato, grande parte seguindo depois o percurso normal da via jurídica, não surpreendendo que professores obtenham indemnizações que, no caso do SPRC, já atingiram os cem mil euros.

É agora num quadro de redução do financiamento público que os colégios ameaçam encerrar as suas portas durante alguns dias. Como? Em lock-out? Não podem! Em greve dos professores? (...)


Para o SPRC, o caminho deverá ser o seguinte:

 

(...)

A Direcção