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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

epoché na desorientação

14.01.11

 

 

 

Na divergência entre o comissário europeu Almunia e o economista, prémio Nobel, Paul Krugman, remeto-me para um estado de epoché (epoché é um estado de repouso mental (momento de dúvida) pelo qual nem afirmamos nem negamos).

 

O primeiro afirma que os cortes salariais não são solução para a europa e que os últimos acontecimentos nos juros da dívida foram positivos. Paul Krugman considera ruinosa a taxa de 6.7% e já defendeu cortes mais acentuados nos salários.

 

Almunia diz que Krugman é excecional a analisar os EUA, mas que conhece mal como funciona a europa. É evidente que preferia que o comissário europeu do PS espanhol tivesse razão. Porém, a história recente não lhe dá muitos créditos.

 

E sejamos lúcidos: nenhum sabe o que fazer com esse buraco sem fim que é a hecatombe do sistema bancário.

em que é que ficamos?

14.01.11

 

 

 

Os políticos europeus e os economistas não têm a mesma opinião sobre a forma de se sair da crise e isso deve ser normal. Mas há uma clivagem no que se refere ao facto de opinador ser mais à esquerda ou mais à direita: quanto mais à direita maior é a crença no corte dos salários e nas reduções dos benefícios sociais da classe média para baixo. Quem quer defender o aumento da classe média e a redução das desigualdades não se pode situar na direita, muito menos na portuguesa.

 

Tenho ideia que a comissão europeia e o eixo franco-alemão estão dominados pelo que resta do império americano da era Bush, mas nem todos os comissários olham para o problema do mesmo modo.

 

Baixar os salários não deve ser uma solução, diz comissário europeu

(...)"Baixar salários é um tipo de competitividade que não é próprio de países europeus", disse Almunia à entrada da audição.

Portugal "tem de melhorar a competitividade e melhorar a produtividade com base nas melhorias de funcionamento do mercado através da melhor utilização dos recursos humanos e das novas tecnologias", afirmou Joaquín Almunía na comissão parlamentar dos Assuntos Económicos, Inovação e Energia, em Lisboa.(...)


nonsense

14.01.11

 

 

 

 

Manuel Alegre é fiel à matriz da sua história política e decidiu usar um apagador na relação com o ainda secretário-geral deste PS. Ver-se-ão os resultados, sem nunca se conseguir saber o que teria acontecido se a estratégia tivesse sido outra.

 

Desta vez, Manuel Alegre admira a atitude determinada do chefe do governo na questão dos juros. Diz que o apoiará nesse domínio.

 

Alegre diz que Sócrates sempre terá o seu apoio

 

"(...)O candidato presidencial Manuel Alegre disse admirar a «coragem e determinação com que José Sócrates está a defender a autonomia e capacidade dos portugueses resolverem por si próprios os problemas», declarando que o primeiro-ministro terá sempre o seu apoio, noticia a Lusa.(...)"

a farsa da avaliação de professores

14.01.11

 

 

 

 

Chegou-me por email uma parte de um texto sobre avaliação. Vem como se tivesse sido escrito pelo sociólogo António Barreto, mas não posso confirmar. Porém, o conteúdo é certeiro e resolvi publicar.

 

"Na impossibilidade humana de "gerir" milhares de escolas e centenas de milhares de professores, os esclarecidos especialistas construíram uma teoria "científica" e um método "objectivo" com a finalidade de medir desempenhos e apurar a qualidade dos profissionais. Daí os patéticos esquemas, gráficos e grelhas com os quais se pretende humilhar, controlar, medir, poupar recursos, ocupar os professores e tornar a vida de toda a gente num inferno.
(…)
O sistema de avaliação é a dissolução da autoridade e da hierarquia, assim como um obstáculo ao trabalho em equipa e ao diálogo entre profissionais. É um programa de desumanização da escola e da profissão docente. Este sistema burocrático é incapaz de avaliar a qualidade das pessoas e de perceber o que os professores realmente fazem. É uma cortina de fumo atrás da qual se escondem burocratas e covardes, incapazes de criticar e elogiar cara a cara um profissional. Este sistema, copiado de outros países e recriado nas alfurjas do ministério, é mais um sinal de crise da educação."