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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

plataformas

07.01.11

 

 

 

 

Observa-se vulgarmente a convicção de que as conhecidas plataformas de comunicação e informação disponibilizadas pelo interessante open source podem realizar a gestão de dados da escola-organização. É um logro em que cai quem tem algum domínio de software, mas parcos conhecimentos de gestão escolar. Os resultados tornam-se desastrosos quando a função de liderança da organização é ocupada por quem não conhece qualquer das vertentes.

 

As plataformas de comunicação e informação são razoáveis instrumentos para a divulgação da informação e para a circulação de ficheiros informáticos. Mas reúnem componentes quase nulas na característica decisiva de um sistema de informação: a velocidade de pesquisa em todo o universo de dados e a consequente qualidade do conhecimento. O mundo pesquisável e o cruzamento de dados constituem, a par da simplicidade operativa requerida por quem toma decisões, as referências a perseguir.

 

Nestes atributos, as citadas plataformas estão destinadas a criar modelos de organização com a mesma velocidade de desempenho que os registos não digitais (vulgo papelada). As redundâncias no lançamento de dados assumem a mesma dimensão e esgotam rapidamente a paciência dos utilizadores.

agenda e estratégia

07.01.11

 

 

 

 

 

 

(1ª edição em 24 de Setembro de 2010)

 

 

Plano estratégico (que deve incluir toda a parafernália de instrumentos de gestão, desde a diluição dos arcaicos conceitos de projecto educativo e plano de actividades, passando pelos eduqueses modelos de projectos curriculares e de regulamento interno), gestão por objectivos e agendas de reuniões são componentes indissociáveis numa organização que queira progredir. Noutro dia escrevi que é decisivo que na composição dos órgãos se considere a agenda. Respeitar o tempo das reuniões é também uma tarefa fundamental.

 

Atingir um objectivo de gestão implica executar decisões. A tomada de decisão tem três momentos (distribuídos por três reuniões, no mínimo): no primeiro, o presidente do órgão apresenta a proposta; no segundo, discute-se depois de ouvidos os diversos patamares da organização até à primeira linha; no terceiro, aprova-se a decisão a executar. Seguem-se a monitorização e as correcções.

 

A agenda de uma reunião constrói-se, numa combinação equilibrada para o tempo disponível, com pontos que se encontram nos três momentos: proposta, discussão e aprovação. A organização adquire rotinas profissionais e exigentes e consolida a sua cultura.

 

É inaceitável que no tempo da reunião se inclua a leitura de actas ou de informações diversas de decisões de outros órgãos. Sempre existiram formas expeditas de realizar essas tarefas fora do tempo da reunião e na sociedade da informação a facilidade está na escolha do processo de divulgação. A reunião pode terminar com um ponto dedicado a outros assuntos.