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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

lentes

04.01.11

 

 

 

 

Escrevi um post, em Março de 2007, em que dava conta do agrado com as declarações de Fernando Nobre a propósito da crise que se adivinhava. O médico sem fronteiras representava um exemplo de dedicação ao próximo e de cidadania.

 

Vi há pouco uma entrevista sua. Senti uma redução acentuada da consideração de há três anos; confesso-o. Serão apenas as lentes criadas pelo estado deplorável a que chegou a nossa democracia? Será que a política actual enlameia tudo em que toca?

fraqueza e despesismo

04.01.11

 

 

 

Quando li a notícia com o título "quase 15% dos directores recorrem a outscourcing para gerir escolas" fui buscar este texto que escrevi há tempos e reescrevi-o.

 

 

"Sorri quando o orador apontou o outsourcing como uma das experiências que mais desvantagens associou ao mundo organizacional na modernidade e que mais contribuiu para a hecatombe da industria mais florescente desse período recente da nossa história: a financeira.

 

Ao questionar-me pelo meu sorriso, disse-lhe que sempre considerei a opção pela fonte exterior como que uma auto-certificação de incapacidade. O orador anuiu.

 

O que de mais precioso uma instituição pode ter no seu coeur business é a liberdade de agir sobre os seus sistemas de informação. Hoje é correcto dizer-se que não se lidera sem se dirigir dois sistemas: o de informação e o financeiro.

 

O outsourcing fez sorrir os stakeholders das organizações modernas: os accionistas. O seu bem-estar resumia-se aos lucros obtidos, que subiam sempre que havia uma redução dos recursos humanos. Essa decapitação cerebral levou a que a decisão sobre os detalhes da informação a obter passasse para fora, por mais partilhado que fosse o período de análise dos sistemas; os decisores do exterior podiam sempre responder: "é uma boa ideia realmente, mas é impossível de concretizar".

 

Essa dependência do exterior na definição da informação que deve ser obtida na rede para suporte à tomada de decisões revelou-se fatal e está generalizada. São poucas as administrações que têm condições (de conhecimento ou de vontade) para definir os campos da informação, mas as que o fazem fogem da mediania e são as únicas capazes de alavancar as suas organizações e de eliminar a má burocracia.

 

O outsourcing pode não ser requerido apenas no lado de fora. Há indivíduos recém chegados que se vêem abruptamente catapultados para a definição da filosofia de gestão da informação das suas organizações com a consequente e exclusiva responsabilidade pelos resultados; principalmente se forem negativos."

cinco tribunais

04.01.11

 

 

É o número de locais de justiça escolhidos pelos sindicatos para solicitarem providências cautelares contra os cortes salariais. Mais uma guerra jurídica num país que entrou no milénio a tudo fazer para suspender a democracia; para já é numa modalidade ao jeito dos brandos costumes: interrupção com suaves reacções.

 

 

Sindicatos contestam cortes em cinco tribunais

no limite

04.01.11

 

 

Os partidos políticos são essenciais e não se defende outra forma de democracia que sobreviva sem a sua existência. Os que criticam o estado actual de benesses ilimitadas nos corredores do poder sabem os riscos que corre a democracia com essas denuncias. A história mostra-nos que  foi desse modo que nasceram os homens providenciais.

 

Todavia, também se caiu em regimes totalitários por causa das oligarquias que se estabeleceram nas democracias. Temos de as denunciar e combater.

 

"Há pelo país todo carros do Estado a ir buscar assessores a casa"

sofreguidão de poder

04.01.11

 

 

 

Pode ler aqui o texto integral. Discordo, em grande parte, da prosa deste economista, mas tem uma frase sobre a gestão escolar que ilustra bem o estado a que chegou o poder nas escolas.

 

"(...) Burocratas da Direcção Regional de Educação, políticos da câmara municipal ou simplesmente caciques locais têm os responsáveis escolares no bolso (...)".