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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

desculpem-me a deselegância

31.01.11

 

 

 

Estou a ver o prós e contras na RTP1 e já nem sei que diga. O nosso sistema escolar está de rastos e representado neste programa por quem só o pode colocar num patamar ainda mais inferior, se é que isso ainda é possível. A moderação é de um atrevimento que arrepia. E francamente: o nível dos discursos e de desconhecimento tira-me do sério. Isabel Soares, filha de Mário Sores, declama que Maria de Lurdes Rodrigues promoveu a descentralização. Isto é de bradar ao céus e valha-me sei lá o quê. Vou tomar qualquer coisa e não prometo voltar a teclar sobre este assunto.

 

Se os professores não põem mão nisto com uma nova vaga, não sei o que será necessário para que o façam.

os cautelosos

31.01.11

 

 

 

Quando a inevitável indignação popular dá sinal de si na Tunísia e no Egipto (às portas da europa), apressam-se, os defensores portugueses do mais do mesmo, a recomendar cautelas com as verdadeiras intenções dos revoltosos. Bem sabemos que as ditaduras espreitam ao virar da primeira esquina e que quando se derruba uma pode abrir-se espaço à seguinte. O Irão é um exemplo. Mas que raio, nesta altura até os EUA afirmam que aqueles regimes têm de cair e que depois logo se vê. O mainstream português é que é muito afirmativo na manutenção de benesses ilimitadas e oligarquias.

do oportunismo

31.01.11

 

 

 

 

A avaliação de professores, o estatuto da carreira docente e a gestão escolar dilaceraram o clima relacional das nossas escolas. Se é uma queda irreversível só o tempo o dirá. Que vai levar anos a recompor, isso é seguro. Quanto mais tarde caírem os comprovados disparates, mais difícil se tornará a reposição de um metabolismo oxigenado.

 

Sejamos claros. Falta um longo caminho a percorrer, mas os titulares e os consequentes modelos de avaliação e de gestão caíram. Para além de tudo, foram reprovados por quem se interessa mesmo pelo assunto.

 

Ficaram umas versões mascaradas, tão ou mais nefastas, e que só aguardam por quem as empurre de vez.

 

Estou a ser optimista? Talvez. Mas não há organização que sobreviva numa atmosfera assim e lá chegará o tempo em que a sensatez mínima prevalecerá. Há um mês atrás, um qualquer egípcio ou tunisino também não acreditaria no ponto final aos ditadores por mais sinais que existissem. E haveria muito fazedor de opinião nesses países que advogava as águas brandas dos seus povos.

 

Nos três desmiolados diplomas das "reformas" da Educação, conhecemos atitudes heróicas de resistência. Podem crer que não estou a exagerar. Em grande número de situações, os cargos "abandonados" por esses professores foram ocupados por quem se afirmou distraído, portador de outra bandeira ou política e cumpridor da lei. Esse repelente oportunismo está agora ainda mais evidente e começa a ser pago, para já de forma mais ou menos silenciosa, com custos elevados dentro do ambiente organizacional.

nunca tinha visto

31.01.11

 

 

Este PS é realmente uma coisa de outro mundo. Percebeu-se que apoiaram Manuel Alegre porque estavam vazios de candidatos ou coligados na cooperação estratégica. Alguns estudos indicam um voto substancial dos seus militantes e votantes no actual presidente ou em Fernando Nobre. Todavia, afirmar uma semana depois do escrutínio que os eleitores escolheram a estabilidade do presidente e do governo é de um vale tudo sem precedentes.

 

PS diz que eleitores votaram pela manutenção do PR e do Governo

commedia dell'arte

30.01.11

 

 

 

 

 

Andar por um país que está numa crise financeira bancária sem precedentes na história recente a exibir obra de milhões como se o dinheiro fosse seu ou como se essa prática despudorada de fazer campanha política não nos tivesse consumido o suficiente, está ao nível da pior commedia dell'arte.

 

Desprezo, alguma vergonha até, é aquilo que me vem à memória quando registo as imagens e os discursos dos actuais governantes na encenação da requalificação das escolas secundárias. Seguramente que devem ter dúvidas na justeza do improviso que aplicaram e isso exigia discrição. E depois, francamente: há o país real. A exemplo da imagem, o chefe do governo e a sua ministra da Educação deviam ter escolhido outra banda sonora e outros intérpretes musicais.

canetas

30.01.11

 

 

 

Ao que me dizem, a actual ministra do trabalho era uma sindicalista bem relacionada junto do soviete supremo europeu (SSE), também conhecido por poder central - que se faz pagar principescamente -  duma europa à deriva e que continua a produzir um dilúvio de minutas que têm regulado o caminho em direcção à vida eterna.

 

Tenho estado atento às declarações desta governanta. Aplico-me na observação dos comportamentos políticos de quem se dizia da defesa dos mais fracos. A referida ministra tem um jeito meio mimado de se exprimir, mas essa irritante forma não é para aqui chamada. O que me deixa perplexo é a sua convicta adesão a tudo o que seja destruição dos direitos inscritos no código do trabalho.

 

Os mentores dessas ideias andam há mais de dez anos a advogar precariedade e recibos verdes como panaceias para combater o desemprego. Em Portugal, já quase que só existem jovens precários e com recibo verde e o desemprego vai em números inéditos. Não satisfeitas, as canetas mimadas do SSE atiram-se às indemnizações por despedimento como aqui. Parece que só pararão quando a destruição lhes bater também à porta.

 

"Helena André quer pôr Portugal e Espanha em sintonia laboral

O Governo quer reduzir o valor das indemnizações por despedimento. A proposta aponta para o pagamento de 20 dias por cada ano de trabalho, em vez dos actuais 30 dias. Além disso, passa a existir um tecto de 12 meses no pagamento de compensações. A ministra do Trabalho, Helena André, diz que o objectivo é o de aproximar a legislação laboral de Portugal e Espanha."

xxxx-bravismo (a primeira parte desta palavra composta está na imagem)

30.01.11

 

 

 

 

(O pato está esqueleto,

mas o bravismo não desarma)

 

 

Falar "apenas" do que se sabe deveria ser obrigatório. Mas neste caldo de cultura bullshit (conversa da treta) que é a fatia maior da comunicação social actual, e em que as nossas finanças bancárias estão num estado semelhante ao da imagem, a manipulação do poder na democracia mediatizada atinge a raia da patologia.

 

Era claro se o governo dissesse que inventou a astronómica despesa nas escolas secundárias para dar uma resposta ao colapso financeiro e à crise que flagelou o nosso ramo imobiliário (essa resposta económica ficou a cargo da muito polémica parque escolar.sa).

 

Considerar que o sucesso escolar depende em grande parte das condições materiais das instalações onde se realiza é desconhecedor. Aproveitar um momento de chuva de euros emprestados para enunciar que o desastre que se abateu, desde 2005, sobre as escolas públicas é algo que será positivamente recordado mais tarde é uma descomunalidade. Não se pode, e não se deve (sublinho-o com a toda a veemência de que sou capaz), acreditar numa pessoa que faça uma afirmação dessas. Considero-a perigosa para a democracia (tudo o que escrevi foi bem pesado).

 

Sócrates: “Educação é o grande projecto para Portugal”

golfe

29.01.11

 

 

 

 

 

 

O problema do financiamento das escolas do ensino não superior não são os campos de golfe nem as aulas de ténis. É apenas a privatização de lucros e a falta de transparência na colocação de professores.

 

E por que é que os decisores não vão directamente ao assunto em vez de se cobrirem de ridículo com esta argumentação golfista? Será que é porque têm correlegionários do mesmo arco metidos na parte gananciosa do negócio?

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