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Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

desigual

18.08.10, Paulo Prudêncio

 

 

 

 

 

Sabemos que distraem as pessoas com torrentes de insignificâncias, que usufruem de conhecimento científico que lhes permite conhecer melhor os hábitos das pessoas do que elas próprias, que aplicam de forma paulatina, e durante anos, as medidas mais gulosas, que inventam problemas para aplicarem soluções que lhes interessam, que aplicam crises financeiras para fazerem recuar direitos sociais, que infantilizam os discursos como se se dirigissem a "eternas" crianças, que apelam, de forma consecutiva, mais ao emocional do que ao racional, que promovem o "ser inculto" como modelo bem sucedido de vida, que inundam e saturam a sociedade com tecnologia para convencer as classes baixas da sua permanente mediocridade e que passam a ideia que cada um se deve culpar pelo seu insucesso.

 

Sabemos tudo isto e apesar disso pouco podemos fazer. Estamos numa espécie de jaula. É um combate desigual.

 

A dívida pública portuguesa tem sido o mote para as reduções que sabemos. Como pode ler aqui, hoje aconteceu um fenómeno que destapou muita coisa. A dívida portuguesa teve uma oferta muito menor do que a procura. São imensos os gulosos que correm atrás da nossa dívida para espanto, ou talvez não, dos especialistas em manipulação. Para o primeiro-ministro e para o ministro das finanças a resposta será clara: a culpa é da avaliação dos professores nos últimos 30 anos que permitiu o estado de desinformação a que chegámos.

longa duração

18.08.10, Paulo Prudêncio

 

 

 

 

O desemprego de longa duração é o lado mais duro do flagelo. Pessoas que saem do mercado de trabalho sem esperança de regresso. Pela informação que vou conhecendo, o assunto tem estado na agenda informativa dos últimos dias. A maioria dos especialistas manifesta a sua indignação com a manipulação de dados feita pelo secretário de estado Valter Lemos.

 

Quem esteve atento às políticas educativas que abalaram seriamente o poder democrático da escola pública nos últimos anos só pode raciocinar do seguinte modo: mais do mesmo. Até o que pode ler aqui nos deixa logo num oceano de dúvidas.

 

O estado da economia mundial é o que é e não se esperaria mais uma milagre português. O que talvez canse um pouco, é ver alguns figurantes mudarem de pasta com a firme convicção de produzirem mais um milagre dos números.

despovoamento

18.08.10, Paulo Prudêncio

 

 

 

 

O tempo encarregar-se-á de explicar a justeza da decisão de encerramento a eito de escolas de primeiro ciclo. Nalguns casos, e com a substituição na mesma área geográfica por centros escolares mais bem equipados, parece-me incontestável. O que é desde logo motivo de apreensão é sabermos de crianças que passam a percorrer várias dezenas de quilómetros diários para chegarem à escola.

 

Pode consultar, aqui, uma lista concelhia com as escolas que vão encerrar.