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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

boas festas e um feliz 2010

31.12.09

 

 

 

Recordo-me da ajuda da agenda analógica nos escritos de umas duas ou três dezenas de postais que significavam aos meus familiares e amigos a estima que tinha por eles, com os desejos de dias ainda melhores, e que também contribuíam para a saúde económica dos CTT. A actualidade é o que se pensa conhecer mas a voracidade da simplificação não consegue arrefecer-nos o coração. É mesmo caso para dizer: as emoções humanas resistem às tendências mais-nano e ainda bem. E as amigas e os amigos são aquelas preciosidades únicas e a quem os gestos mais vulgares podem ter um acolhimento que vá ao osso dos sentimentos.

 

Na última década do século passado, a vertigem das tecnologias foi substituindo o suporte destinado à fraternidade e à boa esperança. Primeiro o email, depois os sms´s e agora as redes sociais.

 

Desde que tenho este blogue que decidi enviar os tradicionais desejos de boas festas através de um post dedicado. Recebo um número reduzido de postais tradicionais, vários emails e sms´s e mensagens nos twitter´s e afins. Gosto de tudo o que enviam, mas já me decidi: faço esta entrada com toda a alma e aviso os que fazem parte da minha lista de email´s da sua existência.

 

Antes de vos escrever esta mensagem, percorri o ano. Assim de repente, quer em termos pessoais quer em relação aos mais chegados, nada de muito grave aconteceu. Uma ou outra maleita que não era habitual, mas nesta altura até isso vai para trás das costas. Houve até momentos para comemorar, com particular significado o brilhantismo académico da minha filha Filipa.

 

Em termos profissionais nada de significativo a realçar no domínio mais pessoal. Já no que toca à conhecida luta dos professores, verificaram-se desfechos para os mais variados pontos de análise. Saboreámos algumas difíceis vitórias. Todavia, não posso deixar de referir aquela que será sempre a escola da minha vida: a mediatizada Santo Onofre. Já leccionei em treze, mas foi nesta que estive mais tempo e onde tive o privilégio de dirigir durante quase um década uma instituição pública dedicada ao ensino. A escola tem 16 anos e uma bela e significativa história. Passa por um devaneio, quiçá próprio de uma sempre imprevista adolescência. Daqui a uns anos entrará na fase adulta e espera-se que se reencontre com o seu reluzente passado.

 

Escolho sempre um vídeo significativo para este post. Em regra faço-o a pensar nos que já cá não estão. Também é hábito este exercício ser comandado pelos gostos do meu saudoso e querido pai, um ser apaixonado pela música.

 

Fiquem então com o Nat King Cole - When I Fall In Love - e façam de 2010 aquele ano. Se veio ter aqui por acaso, olhe: se é uma pessoa de boa vontade, tudo o que ficou escrito é para si também.