Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

Correntes

da pedagogia e em busca do pensamento livre

tão previsível como dizer que vai chover neste inverno

28.12.09

 

 

Foi daqui.

 

 

 

As negociações na Educação estão, ao que parece, num impasse e com sinais de divisão entre os diversos sindicatos. É o filme do costume mas com actores um bocado gastos por representarem papéis que se tornaram cansativos para os espectadores. Já se conhece a tese da asfixia financeira que levou a que este governo estivesse sempre de olho atento ao que se passa neste tipo de negociações; se há três anos ainda tinha o crédito do liberalismo mais selvagem a dar guarida à terceira via desta espécie de socialismo democrático, agora, já nem isso existe; todavia, vê-se que a maioria dos governos europeus não aprendeu a lição. 

 

No caso da nossa Educação é ainda mais grave. Num sistema escolar que asfixia de má burocracia a possibilidade de ensinar, os únicos sinais que se detectam são preocupações financeiras, que até seriam legítimas se abrangessem a alta finança e os interesses partidários, disfarçadas com sorrisos e com palavras bonitas. Mas mais: o bloco central acordou há tempos, na Assembleia da República, um limite de 30 dias para o acordo governo/sindicatos e com a anuência da central sindical habitual: a FNE. É um jogo perigoso para os ditos: bloco central e FNE. Então para o sindicato pode ser mesmo um golpe fatal: a sua base de apoio tem mudado de perfil e está latente uma revolta de professores tal o descontentamento generalizado. Só quem não anda pelas escolas é que pode pensar o contrário. A paciência esgota-se e as traições pagar-se-ão cada vez a preços mais elevados.

 

 

Professores avaliados com "Bom" mas sem vaga têm prioridade no ano seguinte

 

"Os professores avaliados com "Bom" mas sem vaga para atingir os 3º, 5º e 7º escalões têm prioridade no acesso àqueles lugares no ano seguinte, a seguir aos classificados com "Muito Bom" e "Excelente"."