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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

até pode ser pior do que na versão anterior

07.12.09

 

 

 

A Fenprof tem razão. Leia a notícia toda e veja lá se não há aspectos muito polémicos e que indicam uma alteração da estratégia inicial por parte do governo. Fica a sensação que há por aqui influência do gabinete de S. Bento e que a actual ministra da Educação não deve pensar exactamente da mesma maneira. A continuar assim, o consuetudinário estado de graça desaparece e nem sei onde é que a luta vai parar.

 

 

Fenprof não quer quotas e pede para adiar efeitos da avaliação

 

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) já entregou o seu parecer sobre a proposta do Ministério da Educação de alteração do modelo de avaliação e à estrutura da carreira. Nele reafirma que a existência de quotas para progredir na carreira são um “obstáculo incontornável à verificação de consenso”, declara em comunicado.

A federação propõe dois anos de experimentação do futuro modelo, onde a avaliação não poderá “ter outro efeito que não seja o de permitir a normal progressão na carreira por parte dos docentes que, entretanto, venham a reunir os restantes requisitos para progredirem”. 
Satisfeita com o desaparecimento de uma carreira dividida em duas categorias, a Fenprof lamenta que a tutela mantenha as quotas, ou seja, o acesso condicionado a determinados patamares “não depende do mérito revelado e distinguido em sede de avaliação, mas de uma contingentação por vagas sujeita a decisão política e concretizada por acto administrativo, o que configura, na prática, uma nova estratificação artificial da carreira”, interpreta.
A Fenprof alerta para o poder do director na avaliação dos professores. “Verificamos ser o director quem, na verdade, dirige, controla, centraliza todo o processo de avaliação referente a cada professor (...) Este contexto negativo, marcado, como antes se afirmou, por uma lógica de nomeação, repercute-se negativamente no próprio regime de avaliação que é proposto”, considera no seu parecer.
A federação propõe, ainda, que a aplicação do novo modelo de avaliação passe por um “período experimental” de dois anos: durante este ano lectivo, as escolas devem criar os instrumentos de avaliação; e o próximo, a título experimental, aplicam-se todos os procedimentos. Durante este tempo, as classificações devem permitir a "normal progressão" dos docentes. 
No parecer, é ainda feita uma proposta de recomposição do Conselho Científico para a Avaliação de Professores (CCAP), de forma a integrar dois representantes das organizações sindicais do sector."

 

 

 

 

conhecimento

07.12.09

 

 

Foi daqui.

 

 

A generalização dos motores de pesquisa de informação pela internet começa a ter história e a provocar preocupações nos que se inquietam com as aprendizagens das novas gerações. O google, por exemplo, é uma ferramenta poderosíssima para os adultos e muito questionável para os mais jovens. Ora leia a entrevista a Umberto Eco.

 

 

Umberto Eco. "O Google é uma tragédia para os jovens".

 

"(...) Sim, no caso do Google, ambos os conceitos convergem. O Google cria uma lista, mas no momento em que olho para a lista que o Google gerou, ela já mudou. Essas listas podem ser perigosas - não para os adultos como eu, que adquiriram conhecimento de outro modo -, mas para os jovens, para quem o Google é uma tragédia. As escolas deveriam ensinar a arte da discriminação. (...). A educação deveria regressar às estratégias das oficinas da Renascença. Aí, os mestres podiam não ser capazes de explicar aos alunos por que razão uma pintura era boa em termos teóricos, mas faziam-no de maneiras mais práticas. Olha, isto é o aspecto que o teu dedo pode ter e este é aquele que deve ter. Olha, esta é uma boa combinação de cores. A mesma abordagem deveria ser utilizada nas escolas quando se lida com a internet. O professor deveria dizer: "Escolham qualquer assunto: a história da Alemanha ou a vida das formigas. Pesquisem em 25 páginas web diferentes, comparando-as, e tentem descobrir qual tem informação importante e pertinente". Se dez páginas disserem a mesma coisa, pode ser sinal de que essa informação está correcta. Mas isso também pode acontecer porque alguns sites se limitaram a copiar os erros dos outros. (...)"