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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

orçamento retificativo - não se cuidem e depois queixem-se

22.11.09

 

Foi daqui.

 

 

O défice orçamental passou nos últimos dois anos de menos de três por cento para os actuais oito por cento. Nesse período os professores portugueses tiveram as suas carreiras congeladas. Todavia, ouvi há pouco na sic notícias um debate sobre o orçamento retificativo. O economista Nogueira Leite, com a anuência do economista Luís Duque, acusa a Assembleia da República de irresponsabilidade por apoiar o fim da divisão da carreira dos professores. Relaciona o facto com o tema em debate: o aumento do défice. Nem queria acreditar. É mesmo uma doença esta perseguição aos professores.

 

Ainda esperei mais um bocado, mas nem uma linha foi dita sobre a hecatombe financeira, sobre as falências imobiliárias ou sequer sobre os casos BPN, BPP e afins. Nada. É grave, que raio. A continuar assim, isto um dia ainda pode acabar mal. Basta olhar para a "face oculta" e para as suas ramificações tentaculares para se perceber a berlusconização da nossa vida pública.

 

 

Aprovado Orçamento Rectificativo para aumentar limites de endividamento 

 

"O Governo aprovou hoje, na reunião do Conselho de Ministros, uma proposta de alteração ao Orçamento do Estado de 2009 que prevê uma redistribuição dos limites do endividamento.(...)"

 

 

 

caiu a divisão

22.11.09

 

 

 

Foi daqui.

 

 

Enquanto os professores ainda não intuíam o desastre, realizou-se o tal concurso para a categoria de professor titular com os critérios que se sabe. Foi difícil iniciar a contestação e só com a introdução do monstro burocrático da avaliação é que se foi acumulando o sentimento de revolta que explodiu com essa tentativa de impor má burocracia sustentada por uma teia de injustiças e de ofensas públicas aos professores portugueses.

 

Mas a rede de ignominias permitiu aos professores a construção sólida de uma malha formada por blogues, movimentos, sindicatos, emails e sms. 

 

E o que muitos não acreditavam e consideravam como uma impossibilidade formal e informal, começou agora a acontecer. Ora leia.

 

 

 

Isabel Alçada deixa cair divisão de professores em duas categorias

 

"A ministra da Educação entrega hoje aos sindicatos a proposta de calendário negocial para a revisão do estatuto da carreira e da avaliação de desempenho docentes. O Governo prepara-se para deixar cair a divisão da carreira docente entre professor titular e não titular, naquele que será um dos maiores passos dados pela nova ministra da Educação, Isabel Alçada, no sentido de chegar a um consenso quanto a um novo modelo de avaliação dos professores.(...)"