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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

haja pachorra

05.11.09

 

Foi daqui.

 

 

 

 

Estou longe de desistir desta luta antiga e muito difícil que é a defesa da escola pública de qualidade para todos e do seu poder democrático, mas confesso que passo por uma fase de enjoo principalmente quando, e por dever de ofício, tenho de estar atento à agenda mediática na área da Educação. Já não há paciência para tanta manipulação e para o seu necessário jogo de sombras.

 

A agenda do país, ontem e em plena crise grave, tinha três vectores principais: o emprego, o desemprego e, pasme-se meu caro leitor, a avaliação dos professores. Ou seja, aquele amontoado de indicadores imensuráveis que foi inscrito numas grelhas inventadas por tecnocratas febris, consegue transformar-se numa espécie de co-incineração da primeira década do Século XXI e garante ao chefe do governo a jubilada encenação do ar mais-do-que-determinado. 

 

E enquanto a atmosfera escolar se vai degradando longe dos salões e dos corredores onde se esgrime o póquer e o bridge das palavras vãs, resta-nos continuar firmes e hirtos na defesa da razão e esperar que os reanimados sindicatos de professores se entendam com a nova ministra da Educação que prestou umas primeiras e eduquesas declarações.

 

Apesar de tudo, a coisa promete.

balanço de certezas

05.11.09

 

 

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

Não se aceitam mitigações com os direitos humanos: têm de ser todos e já. Com a democracia deve passar-se o mesmo.

 

Durante os últimos quatro anos conversei com muitos militantes e simpatizantes do partido político que suportou o actual governo: uns mais indefectíveis do que outros.

 

Houve uma constante que me surpreendeu e que me chocou, confesso. A ligeireza com que defendiam soluções menos democráticas para os processos de gestão escolar chegou a arrepiar-me. Mesmo a solução encontrada, que se encontra em vigor e que se tenta impor, parece inspirada no regime iraniano e no já célebre "conselho de guardiães".

 

Podem advogar com a ideia da nossa democracia ser recente ou com os tiques naturais das maiorias absolutas, mas, e muito sinceramente, não esperava que o partido socialista português estivesse impregnado de tanta hesitação na consolidação da democracia.

 

É preciso estar mesmo no "terreno" para perceber o modo como o poder democrático das escolas foi relegado para o nível mais baixo das prioridades.

mas, e por favor, não esfrangalhem ainda mais a saúde das escolas

05.11.09

 

Foi daqui.

 

 

 

E façam lá essa luta sem ser no modelo "arco-do-poder" e debaixo dos objectivos do costume: muito barulho para no essencial ficar tudo como está.

 

PSD e CDS disputam liderança na avaliação de professores

 

"A bancada parlamentar do PSD deu ontem o primeiro sinal de que quer liderar o dossier da avaliação de professores: anunciou uma ronda negocial com as restantes bancadas e a criação de um grupo de trabalho de acompanhamento no âmbito da comissão parlamentar de Educação. E o CDS-PP estuda a melhor forma jurídica de apresentar uma proposta para condicionar as negociações com o Governo, de modo a liderar o processo.(...)"