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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

dimensão ética e cívica

27.10.09

 

 

 

Foi daqui.

 

 

 

Entre tantos absurdos que campeiam nos modelos de avaliação do desempenho há alguns que são recorrentes, que se generalizam e que transmitem a certeza que os candidatos a legislador nunca operacionalizaram uma proposta neste domínio.

 

Sabe-se da importância da ética e do dever cívico, mas o que não estaria no raciocínio da alma mais penada que se conheça era que a totalidade das propostas - dos partidos políticos e dos sindicatos dos professores - incluíssem a necessidade de se pontuar a prestação ética de um qualquer profissional. Já se percebeu que quando a coisa passa para a fase dos indicadores e dos descritores dos diversos patamares da pontuação, o ridículo instala-se com lugar cativo e, ainda mais grave, com sinais de totalitarismo que entram pelos olhos dentro.

 

Quando há um problema ético grave com alguém, existe o respectivo mecanismo disciplinar e ponto final.

 

O mesmo se passa com a avaliação na dimensão de participação na escola e na comunidade e com a assiduidade. Escreverei sobre esse assunto noutra entrada. 

gestão: o novo fascismo

27.10.09

 

 

Foi daqui.

 

 

Continuo a pensar que está em marcha uma Europa burocrática e balizada pelo autoritarismo. Passo a passo, e quem sabe com as melhores das intenções, a burocracia ruinosa vai afogando a nossa liberdade.

 

Leia os excertos da crónica, "Gestão: o novo fascismo", de José Vítor Malheiros publicada no jornal Público e enviada por email por um leitor identificado.

 


"As histórias que ficámos a saber sobre a France Telecom nos últimos dias são terríveis: trabalhadores obrigados a mudar constantemente de posto e de funções contra sua vontade em nome da “flexibilidade”; a quem são impostos objectivos irrealistas e que são penalizados por não os atingir; destruição sistemática de equipas de trabalho e do espírito de equipa em nome da “adaptabilidade”; empregados que se vão buscar à casa de banho porque ultrapassaram os dez minutos da pausa-chichi; esquemas de “auto-avaliação” que apenas servem para intimidar os trabalhadores e para os obrigar a reconhecer que falharam e a aceitar penalizações; total ausência de discussão ou sequer de explicação dos objectivos da empresa, sempre impostos de cima; pessoas mantidas isoladas por medidas de “mobilidade” que destroem as relações pessoais entre trabalhadores; obrigadas a competir com os colegas para evitar a “redundância” e o despedimento; com medo da delação dos colegas e das punições dos capatazes, desconfiadas.

As histórias falam de medo, de isolamento, humilhação, perda de auto-estima, de sentido e de identidade, falam de morte. E, no entanto, repito, nada disto é novo, nada disto é diferente. Cada vez mais as empresas se parecem mais com isto, cada vez mais este discurso da competitividade desumana ganha direito de cidade, cada vez mais o stress e o burnout se consideram como o preço justo a pagar pelos elos mais fracos da cadeia, cada vez mais o discurso da “aposta no capital humano”, da “promoção da criatividade” e da “prioridade à inovação” esconde uma prática esclavagista, desumana, repressiva, atentatória dos direitos, da liberdade e do espírito humano. Cada vez mais as empresas são exemplo de uma prática ditatorial, esmagadora das liberdades, da crítica, da expressão e dos indivíduos que, se acontecesse cá fora, na rua, no espaço público, todos julgaríamos inaceitáveis. Dentro da empresa, em nome da competitividade ou por medo do desemprego, aceitamos o fascismo."

mudanças efectivas?

27.10.09

 

 

Governo tenta aproximar-se dos sindicatos e da oposição

 

"Deverá partir do Ministério da Educação a contrapartida socialista às propostas da oposição sobre a avaliação e a divisão das carreiras. Recuo  é assumido como inevitável. CDS prepara documento inspirado no privado 

Já há vozes no PS a defenderem que o Governo apresente propostas que "vão ao encontro" das pretensões dos sindicatos e oposição em matéria de avaliação e estrutura das carreiras dos professores. Luiz Fagundes Duarte considera mesmo este passo "inevitável" na actual situação política.

Em declarações ao DN, o deputado - ressalvando estar a opinar "a nível pessoal", dado não existirem ainda "posições oficiais" do PS na matéria - assumiu não haver "outra saída" para estes temas, que considerou as excepções numa legislatura em que, na sua opinião, "a esmagadora maioria" das reformas educativas foram aceites.

Fagundes Duarte admitiu que a iniciativa "não deverá partir do grupo parlamentar do PS" mas do Ministério da Educação, agora tutelado por Isabel Alçada. Caberá assim ao Governo definir "até que ponto" está disposto a recuar. Isto, sendo certo que a oposição já pôs em cima da mesa exigências como o fim das quotas para as melhores notas, a suspensão dos efeitos das avaliações já realizadas e a eliminação da categoria de titular.(...)"