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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

guerra entre tribunais? não há quem acabe com esta loucura e devolva o poder democrático às escolas?

22.10.09

 

 

 

Foi daqui.

 

 

Conselho Executivo de escola de Leiria ganha nova batalha ao ME

 

"Mais uma reviravolta no braço de ferro entre o Ministério da Educação (ME) e os elementos dos conselhos executivos (CE) de escolas que reclamam o direito de terminar os mandatos para que foram eleitos. Com base na decisão do Tribunal Administrativo do Sul – que revogou uma providência cautelar da primeira instância – o director da Secundária D. Dinis, de Leiria, eleito ao abrigo do novo modelo de gestão, deveria tomar posse amanhã. Mas já não o fará devido à intervenção, hoje, do Tribunal Administrativo de Leiria (TAL).

 

Eleitas em Junho de 2007, as professoras que compõem o CE daquela escola conseguiram, numa primeira fase da luta jurídica, fazer valer a sua convicção de que tinham o direito de completar o mandato de três anos. Em resposta à apresentação de uma providência cautelar, em Julho passado, o TAL determinou a suspensão de todos os actos que haviam conduzido à escolha do novo director, que já tinha a tomada de posse agendada. 

O processo voltou, agora, a ter desenvolvimentos. No início desta semana soube-se que o Tribunal Administrativo do Sul revogara a providência cautelar, pelo que o novo director deveria tomar posse. Hoje as partes tiveram conhecimento de que o TAL acolheu a estratégia das advogadas que representam os elementos do CE, que ontem interpuseram uma providência cautelar com o objectivo de intimar o ministério a abster-se de conferir a posse, cerimónia marcada para amanhã.

Trata-se de um decretamento provisório, pelo que nos próximos cinco dias cada uma das partes será chamada a pronunciar-se, decidindo depois o tribunal se levanta ou mantém a decisão. 

Dos cinco casos conhecidos em que a contestação ao novo modelo de gestão das escolas chegou aos tribunais, ainda mantêm ou recuperaram os respectivos cargos os membros dos conselhos executivos deste agrupamento e de mais três - Régua, Coimbra e Melgaço. 

No agrupamento de Santo Onofre, Caldas da Rainha, ainda se aguarda, também, o julgamento da acção principal, mas não é o CE que dirige a escola. Ali, o processo para a escolha do director não chegou, sequer, a iniciar-se e, em Abril, o Ministério da Educação destituiu o CE (também um ano antes do termo do seu mandato) e substituiu-o por uma Comissão Administrativa Provisória. Neste caso, os elementos do CE perderam a luta na primeira instância e, na semana passada, tiveram conhecimento de que foi negado provimento ao pedido de recurso que entretanto apresentaram ao TCAS
."

 

o ministério da educação mudou de governantes - uma primeira vitória do poder democrático da escola

22.10.09

 

Foi daqui.

 

 

Sócrates anunciou novo Governo e posse é na segunda-feira

 

"O primeiro-ministro reuniu-se hoje com o Presidente da República para o informar sobre a composição do XVIII Governo constitucional. O Executivo conta com oito novos governantes.(...)

 

(...) A Presidência da República anunciou a posse do novo Governo socialista para as 12h00 de segunda-feira, no Palácio da Ajuda.
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros – Luís Amado 
Ministro de Estado e das Finanças - Fernando Teixeira dos Santos 
Ministro da Presidência – Pedro Silva Pereira 
Ministro da Defesa Nacional - Augusto Santos Silva 
Ministro da Administração Interna – Rui Pereira 
Ministro da Justiça - Alberto Martins 
Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento - Vieira da Silva 
Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas - António Manuel Soares Serrano 
Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações - António Augusto da Ascensão Mendonça 
Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território - Dulce dos Prazeres Fidalgo Álvaro Pássaro 
Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social - Maria Helena dos Santos André 
Ministra da Saúde - Ana Maria Teodoro Jorge 
Ministra da Educação - Isabel Alçada 
Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior - Mariano Gago 
Ministra da Cultura - Maria Gabriela da Silveira Ferreira Canavilhas 
Ministro dos Assuntos Parlamentares - Jorge Lacão

(...)"

 

desde que não seja como o "outro" voluntariado que teve (?) direito a estruturas central e regional e relatório de avaliação

22.10.09

 

Foi daqui.

 

 

Voluntários podem contribuir para mais leitura nas escolas

 

"O Plano Nacional de Leitura (PNL) e o Observatório da Língua Portuguesa (OLP) vão desenvolver um projecto de voluntariado em instituições, como escolas e bibliotecas, para estimular a leitura em parceria entre adultos e crianças.(...)"

 

da blogosfera (004)

22.10.09

 

Foi daqui.

 

 

 

Entra-se moodle e sai-se robotizado; aqui.

 

"Tropecei por acaso no blogue Hora Absurda e tive uma agradável surpresa. Um lay out simples e claro. Conteúdos bem escritos e bem fundamentados. Adicionei o blogue Hora Absurda ao Google Reader e, hoje, voltei a ter outra surpresa boa: um excelente artigo sobre as desvantagens do Moodle. Partilho com o Hora Absurda as desvantagens identificadas e acrescento outras: é uma plataforma fechada, não é indexada pelo Google, está sempre a mudar e a exigir tempo de formação dos professores, é labiríntica, é feia e difícil de manusear. É um instrumento ao serviço do reforço da burocracia nas escolas. Abaixo o Moodle! Pim!
"Embora estejamos ainda longe do ensino em que o professor é substituído por um operador de call center – que esclarece as dúvidas com a ajuda de um programa de computador, ou em que as dúvidas são esclarecidas sem intervenção humana sequer, do tipo «se a sua dúvida é em relação à raiz quadrada pressione a tecla 1, se for em relação ao teorema de Pitágoras carregue na tecla 2…» e por aí fora, e depois ouve-se e/ou vê-se umas explicações manhosas, ou simplesmente «pedimos desculpa mas a sua dúvida não foi programada» -, o certo é que paulatinamente para lá se caminha.
Na senda do ensino robotizado, há uma plataforma muito em voga em Portugal, o Moodle, que é utilizada por quase todas as escolas do país (para não dizer mesmo todas) e que serve por enquanto apenas como depósito de informações dos professores para as suas turmas. Mas a plataforma está já preparada para se efectuar diversas variantes de testes online, inquéritos, envio de trabalhos de casa, fichas, etc., etc.."
"Este ano, várias escolas tiveram os seus moodles avariados e muitas continuam ainda em infindáveis actualizações, não podendo os professores fazer uso deles para apoio às suas aulas, coisa a que já se vinham habituando e que lhes facilita o contacto com os alunos fora do horário de aulas. Claro que o tempo que o professor dedica ao trabalho nos moodles não é contabilizado para nada, mais uma das muitas coisas que se acaba por fazer porque uma mão invisível para lá empurra e, subtilmente, quanto mais não seja por curiosidade e por comodidade, o professor colabora activamente para um dia ser dispensado por completo, coisa que já vai acontecendo."
 
Saramago e a igreja católica; aqui.

"O homem cultiva com um módico de imaginação o estilo "provocador". O sucesso, porém, está garantido. Há sempre um bispo que reage às suas observações simplistas e arrasta um coro de exaltados que não leram nada nem ouviram nada. Como se explica que uma instituição tão segura do seu prestígio e influência ancestrais se deixe assim perturbar?"
 
 

 

professores sem tempo real (reedição)

22.10.09

 

 

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

 

Nem sei se o que vou escrever é sobre uma tema actual nas nossas escolas: tenho ideia que, as escolas e o seu ministério, ainda não sentem a necessidade de equacionar a sociedade em rede, a internet, o tratamento da informação e o acesso ao conhecimento.

 

E vem tudo isto a propósito do ensino, do tempo dos professores e do tratamento da informação em ambiente escolar.

 

Com o excelente advento das plataformas de comunicação e informação em regime de "open source", desenvolveram-se projectos de ensino à distância (e-learning). Destinados a adultos e a jovens adultos, os cursos ministrados nesse regime chegam a sê-lo quase exclusivamente.

 

Com os mais pequenos tudo se altera. A presença física do professor continua a ser indispensável e só progressivamente se vai introduzindo a utilização das citadas plataformas.

 

Os professores correm alguns riscos se não estiveram atentos: quando se tem cerca de uma centena ou mais de alunos, deve planear-se muito bem o tempo gasto na plataforma para que o professor não entre num regime de serviço de "24 horas sobre 24 horas" e, a prazo, quer alunos quer docentes acabem por não beneficiar com esse acesso à informação.

 

Um outro aspecto muito importante relaciona-se com o tratamento da informação para o domínio da organização e gestão escolar. Esse tipo de dados que se devem destinar a melhorar as condições de realização do ensino, diferentes dos que referi anteriormente que se destinam ao ensino propriamente dito, devem obedecer a um seguinte princípio: devem ser lançados exclusivamente em instrumentos do domínio das tecnologias da informação e em tempo real. Caso não seja assim, as escolas devem ter um prazo para resolver o problema ou, em caso contrário, os dados devem deixar de ser de lançamento obrigatório.

 

Mesmo que as escolas encontrem soluções "web" e usem a internet para correr as suas soluções informáticas de organização e gestão escolar, os professores devem ter o lançamento de dados garantido na sua escola e em tempo real. Não é hoje admissível que um professor, para lançar o sumário da aula ou para marcar a falta de um aluno, receba como resposta: "podes fazê-lo em casa, pois aqui na escola não temos nem rede nem computadores que cheguem".

 

Por tudo isto e por mais aquilo que se vai passando nas escolas com a componente não lectiva dos professores, tive esta simples preocupação: professores sem tempo real.

 

 

 

(1ª edição em 22 de Agosto de 2009)