Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

o momento na luta jurídica em santo onofre

13.10.09

 

 

 

Foi daqui.

 

 

 

 

De acordo com a informação disponível na rede o Tribunal Central Administrativo Sul agendou para o dia 15 de Outubro de 2009 o processo relativo a Santo Onofre. Tenho ideia que no dia 16 saberemos a decisão. 

 

Há tempos escrevi assim: "das informações que tenho pode fazer-se o seguinte ponto da situação: o primeiro pedido de providência cautelar entrou num tribunal de Lisboa e foi transferido para outro de Leiria; nessa transferência os administrativos do tribunal de Leiria enganaram-se numas contas de calendário (a coisa atrasou-se uma semana, fatalmente) e entregaram o processo a uma senhora Juíza de turno (não efectiva do tribunal - penso ser esta a nomenclatura - um vez que decorria o período de férias) numa sexta-feira e a sentença da não aceitação foi proferida dois dias depois (num domingo) porque a senhora Juíza também entrou de férias no dia seguinte, segunda-feira. O advogado do CE recorreu, a DRELVT não contestou e o prazo para o efeito terminou. O processo está num tribunal do SUL. Será decidido até ao final de Setembro, desta vez por um colectivo de Juízes (efectivos desse tribunal, parece-me que é esse o tipo de vinculação mais perceptível) e há razões mais que suficientes para uma expectativa muito positiva. A DRELVT não contestou, repito, e os cinco casos semelhantes já sentenciados foram favoráveis aos CE´s e fazem jurisprudência."

da blogosfera (001)

13.10.09

 

Foi daqui. 

 

Vou iniciar uma rubrica com a intenção de dar a conhecer alguns dos textos que leio na blogosfera. Colarei os textos, ou apenas uma parte, com a nomeação dos respectivas ligações.

 

Hoje vai ser assim:

 

 

Fim de ciclo. Aqui.


Enfim, terminou o longo ciclo eleitoral que começou com o PS a descer perigosamente e acabou com o PS a ganhar, e dois vencedores políticos: António Costa e José Sócrates. Este ciclo abriu a caixa de Pandora das eleições presidenciais (o que não era previsível) e relançou a crise "refundacional" do PSD. Consolidou o Bloco de Esquerda mas espero que tenha moderado a arrogância triunfalista de alguns dos seus dirigentes. Recolocou CDS e PCP nos respectivos lados e credibilizou-os (viabilizou-os?) como parceiros.  Obrigou o eleitorado a fazer múltiplas escolhas em pouco tempo e a tomar opções complexas e por vezes cirúrgicas, o que, evidentemente, fragilizou as empresas de sondagens.



Tudo à espera do novo governo. Aqui.


1. Vivemos um compasso de espera. A tranquilidade reina. Quase apetece dizer que seria bom que não houvesse Governo. Deve ser assim - com poucas leis e ainda menos mudanças na vida das pessoas - que os suecos, os finlandeses, os noruegueses, os australianos e os neozelandeses vivem. Também gostava de viver num país onde impera a classe média, os pobres são praticamente inexistentes, os políticos não chateiam e não se dá pela existência dos governantes. (...)


A fera amansada. Aqui.


Saúdo de forma efusiva, entusiasmada e pletórica esta atitude do indigitado PM, pelo modo como corajosa, firme e humildemente decide rasgar com a prática do PM cessante, responsável pelo velho clima político, caracterizado pelo não-diálogo.

Ainda bem que há eleições e rotativismo de personalidade.

Sócrates quer criar «novo clima político» em diálogo

José Sócrates disse, esta segunda-feira, após ser indigitado como primeiro-ministro pelo Presidente da República, que quer criar um novo clima político em diálogo. 

 

investigadora portuguesa alerta

13.10.09

 

 

 

Foi daqui.

 

 

Crianças passam tempo demais na escola

  

"Segundo a investigadora, as crianças entre os seis e os 12 anos "trabalham hoje para e na escola, no seu ofício de alunas, cerca de oito a nove horas diárias, ou seja, cerca de 40 a 45 horas semanais". "A intenção deste livro é criar um debate público sobre a questão da ocupação das crianças e, de alguma maneira, alertar para o direito das crianças", disse à agência Lusa a investigadora do Centro de Investigação e Intervenção Educativas da Universidade do Porto. A desenvolver um trabalho de investigação sobre questões levantadas pelo conceito de "Escola a Tempo Inteiro e as Actividades de Enriquecimento Curricular", a autora considera que "as crianças estão muito ocupadas, têm muitos trabalhos e actividades para fazer todos os dias" ficando sem tempo para brincar. "Essas actividades podiam ser brincar, mas são sempre em função da escola", sublinha, acrescentando que "os pais têm uma preocupação muito excessiva em relação ao tempo escolar".(...)"

 

 

 

breve balanço

13.10.09

 

 

Foi daqui. 

 

 

A indelével contestação que se verificou nos últimos anos, que nasceu de geração espontânea no horroroso sub-mundo da blogosfera para dar voz ao descontentamento real e fundamentado de milhares de docentes não organizados, foi um período histórico para os professores portugueses. O que se conseguiu é insuficiente; é factual e já se sabia que poderia acontecer assim. Mas está tudo em aberto.

 

Dadas as circunstâncias, o caminho ainda é longo e difícil. Mas como temos a razão do nosso lado, só nos resta seguir em frente: os factos impõem-se por si e sobrepõem-se às vontades individuais e grupais. A implosão efectiva dos mais nefastos diplomas foi inevitável e só aguardou o estudo dos seus detalhes e das infrutíferas tentativas de aplicação. Já só se vê, nos escombros, o serpentear das manobras de farsa e fingimento.

 

Quem espera por opiniões unanimes entre os professores, é porque desconhece a génese e o metabolismo das democracias: nem unanimidade, nem tão pouco um desfilar de exercícios carregados de sensatez e do melhor espírito diplomático. Os professores nem são perfeitos nem pensam todos do mesmo modo; e ainda bem. Mas conhecem bem, pelo menos os milhares que estão no terreno, as origens de toda esta revolta. E quando as origens das rebeliões se fundamentam com tanta evidência, as organizações não têm outro remédio senão ir a reboque.

 

Este é um tempo novo. Daqui por uns anos perceber-se-á os contornos desta sociedade em rede (já há quem acrescente à sociedade da informação e do conhecimento a ideia de democratizaçãoonde não existem "servidores".

 

O tempo encarregar-se-á de explicar o inexplicável e de pôr a repensar os que se espantaram com a revolta dos professores portugueses.