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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

de vitória em vitória na luta jurídica

02.10.09

 

Foi daqui.

 

 

 

 

Tribunal nega provimento ao recurso do Ministério da Educação no caso da Régua

 

 

"Conselho Executivo continua em funções.


A estratégia do Ministério da Educação, que sistematicamente recorreu das sentenças da primeira instância favoráveis aos Conselhos Directivos das escolas que pretendem manter-se em funções, parece não estar a resultar. Hoje, soube-se que o Tribunal Central Administrativo do Norte confirmou a decisão de suspensão da eficácia dos actos que conduziram à escolha de um director para a Secundária da Régua no âmbito do novo modelo de gestão, pelo que se mantém em funções o Conselho Executivo eleito também este ano, mas ao abrigo de legislação já revogada.

Em relação a outros casos conhecidos de contestação ao novo modelo de gestão das escolas, o da Régua tem algumas particularidades. Há cerca de ano e meio o Supremo Tribunal Administrativo confirmou a decisão de anular (devido a irregularidades várias) as eleições para o Conselho Executivo (CE) realizadas dois anos antes, determinando que aquelas deviam ser repetidas ao abrigo da lei que à época se encontrava em vigor.(...)"

 

A leitura integral da notícia evidencia um ou outro dado em relação ao assunto de Santo Onofre que se pode sublinhar. O advogado que defende o Conselho Executivo destituído não é Garcia Pereira mas Paulo Graça que pertence aos mesmo escritório de advogados. Depois há um detalhe que é do conhecimento geral mas que convém sempre reforçar: o Conselho Executivo de Santo Onofre tinha mandato até Junho de 2010 e foi destituído e substituído por uma CAP.

o argumento do quarto chinês (1)

02.10.09

 

 

Foi daqui.

 

 

 

O texto de John Searle que se encontra no livro "Mente, Cérebro e Ciência" pode ajudar a explicar o desastre que assola a Educação em Portugal.

 

O ministério da Educação não conhece a semântica que envolve as escolas portuguesas: fica-se, quando muito, pela sintaxe.

 

Ora leia.

 

 

"A razão por que nenhum programa de computador pode alguma vez ser uma mente é simplesmente porque um programa de computador é apenas sintáctico, e as mentes são mais do que sintácticas. As mentes são semânticas, no sentido de que possuem mais do que uma estrutura formal, têm um conteúdo.

Para ilustrar este ponto, concebi uma certa experiência intelectual. Imaginemos que um grupo de programadores de computador escreveu um programa que capacitará um computador para simular a compreensão do chinês. Assim, por exemplo, se ao computador se puser uma questão em chinês, ele conferirá a questão com a sua memória ou a base de dados e produzirá respostas apropriadas para as perguntas em chinês. Suponhamos, em vista da discussão, que as respostas do computador são tão boas como as de um falante chinês nativo. Ora bem, entenderá o computador, nesta base, o chinês tal como os falantes chineses entendem o chinês? Bem, imaginemos que alguém está fechado num quarto e que neste quarto há vários cestos cheios de símbolos chineses. Imaginemos que alguém, como eu, não compreende uma palavra de chinês, mas que lhe é fornecido um livro de regras em português para manipular os símbolos chineses. As regras especificam as manipulações dos símbolos de um modo puramente formal em termos da sua sintaxe e não da sua semântica. Assim a regra poderá dizer: «Tire do cesto número 1 um símbolo esticado e ponha o junto de um símbolo encolhido do cesto número 2.» Suponhamos agora que alguns outros símbolos chineses são introduzidos no quarto e que esse alguém recebe mais regras para passar símbolos chineses para o exterior do quarto. Suponhamos que, sem ele saber, os símbolos introduzidos no quarto se chamam «perguntas» feitas pelas pessoas que se encontram fora do quarto e que os símbolos mandados para fora do quarto se chamam «respostas às perguntas». Suponhamos, além disso, que os programadores são tão bons a escrever programas e que alguém é igualmente tão bom em manipular os símbolos que muito depressa as suas respostas são indistinguíveis das de um falante chinês nativo. Lá está ele fechado no quarto manipulando os símbolos chineses e passando cá para fora símbolos chineses em resposta aos símbolos chineses que são introduzidos. [...].

Ora, o cerne da história, é apenas este: em virtude da realização de um programa formal de computador, do ponto de vista de um observador externo, esse alguém comporta se exactamente como se entendesse chinês, mas de qualquer modo não compreende uma só palavra de chinês. [...] Repetindo, um computador tem uma sintaxe, mas não uma semântica. Tudo o que a parábola do quarto chinês pretende é lembrar um facto que já conhecíamos. Entender uma língua ou, sem dúvida, ter estados mentais, implica mais do que a simples posse de um feixe de símbolos formais. Implica ter uma compreensão ou um significado associado a esses símbolos. (John Searle, Minds, Brains and Science, Cambridge [Mass.], Harvard University Press, 1984, pp.31-33; Mente, Cérebro e Ciência, trad.port., Lisboa, Ed.70, 1987, pp.39-41).

 

 

 

 

dia mundial do professor

02.10.09

 

 

 

 

"Dia Mundial do Professor – Sessão pública em Lisboa.

No próximo dia 5 de Outubro (segunda-feira), Dia Mundial do Professor, em sessão pública a realizar a partir das 15.30 horas, na Escola Secundária de Camões (Praça José Fontana, em Lisboa), a FENPROF, pela voz do seu Secretário-Geral, Mário Nogueira, tornará públicas a apreciação política que faz do novo quadro parlamentar saído das eleições de 27 de Setembro e as decisões  tomadas pelo Secretariado Nacional da FENPROF, reunido nos dias 1 e 2 de Outubro. Participará também o Professor Doutor António Nóvoa, Reitor da Universidade de Lisboa (UL), personalidade que a FENPROF convidou para intervir tendo em consideração a elevadíssima qualidade do trabalho académico que vem desenvolvendo em torno da profissão de professor e da sua profissionalidade. No mesmo local,decorrerá ainda a apresentação pública da exposição subordinada ao tema “Dignificar a profissão, valorizar a escola pública: a luta dos professores portugueses”.