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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

não tem emenda

13.09.09

 

Foi daqui.

 

 

 

Ministros novos sim, mas Sócrates não garante renovação total

 

"José Sócrates começou a campanha eleitoral oficial do PS a corrigir-se a si próprio. Se ontem à noite, à saída do debate televisivo com Manuela Ferreira Leite, prometera ministros novos em todas as pastas, hoje no Alentejo esclareceu que haverá “um novo Governo e novos ministros”, mas não prometeu que a renovação seja total.

“Eu não disse isso, o que eu disse é que vai haver um novo Governo e haverá novos ministros. Todos compreenderam o que eu quis dizer”, afirmou, à chegada à primeira acção de campanha, um almoço na casa do presidente da Junta de Freguesia de Mosteiros, concelho de Arronches.(...)"

 

O bold é meu. Fiquei com a ideia que a ainda ministra da Educação não voltará a esta pasta governativa. Mas não foi só isso que foi dito. O que se afirmou foi mais do que a queda de uma ministra, mas percebe-se a embrulhada em que as nefastas políticas da Educação meteram o partido político que suporta o actual governo. Quando numa matéria destas não há clareza, quando se quer reparar erros e ao mesmo tempo segurar os votos do lumpen, só se acelera a queda global.

da queda da ministra

13.09.09

 

Foi daqui.

 

 

 

A propósito das declarações de José Sócrates no sentido da substituição da ainda ministra da Educação no caso do partido socialista vir a formar o próximo governo, fica para discussão o grau de responsabilidade dos diversos actores nas nefastas políticas da Educação. O que a ainda senhora ministra pensava sabemos bem. O chefe do governo acompanhava-a, tentava transmitir uma aura de determinação e nunca a substituiu; tem de ficar forçosamente colado aos quatro anos negros da Educação.

 

E lembrei-me de recorrer a uma citação.

 

"(...) Mas os meus criados, estragados a pouco e pouco, deram-mas a conhecer. Foi através dos seus defeitos invariavelmente adquiridos que vim a conhecer os meus defeitos naturais e invariáveis; o carácter deles pôs diante de mim uma espécie de prova negativa do meu. Houve tempos em que a minha mãe e eu tínhamos troçado da senhora Sazerat, que dizia, falando dos criados: "Essa raça, essa espécie." Mas devo dizer que a razão pela qual não me passava pela cabeça o desejo de substituir a Françoise por um outro qualquer era que esse haveria de pertencer igual e inevitavelmente à raça geral dos criados e à concreta espécie dos meus. (...)"

 

Marcel Proust,

"Em busca do tempo perdido",

tradução de Pedro Tamen,

volume 3, página 65.