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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

debate entre josé sócrates e francisco louçã

08.09.09

 

Foi daqui.

 

 

Mais um debate em que as políticas Educativas ficaram de fora. Apenas Francisco Louçã fez uma ou outra alusão aos quatro anos negros e José Sócrates nada disse.

A economia foi o centro do debate e nada de novo foi acrescentado. A questão das deduções fiscais pareceu-me envolta em muita demagogia: tenho lido e ouvido vários fiscalistas defenderem o fim da papelada das deduções como método de simplificação e sem qualquer relação com qualquer outra matéria. Francisco Louçã não foi muito claro.

 

Foi um bom debate entre candidatos bem preparados e nota-se que o bloco de esquerda sente a necessidade de discursar como quem vai ter mesmo responsabilidades governativas. Sabe-se, e nas matérias da Educação isso é gritante, que os membros do bloco de esquerda discursam bem melhor do que quem escreve os seus programas.

 

José Sócrates advogou um crédito de responsabilidade nas contas públicas tentando empurrar Francisco Louçã para a irresponsabilidade. A história recente provou o contrário e as políticas tipo "terceira via" deste governo não fogem a isso.

 

O debate na edição do Público:

 

Louçã procurou encostar Sócrates à direita e à corrupção. Sócrates procurou mostrar o radicalismo de Louçã 

 

O debate na edição do I:

 

Louçã: Sócrates dedicou debate a “dúvidas sobre programa do BE”

 

de quem é a culpa?

08.09.09

 

 

Foi daqui.

 

 

Sempre que abordo questões relacionadas com Santo Onofre corro o risco de resvalar para as minhas circunstâncias. E já o escrevi algumas vezes: não aprecio muito esse tipo de registo nem me agrada envolver a escola onde lecciono nas entradas do "correntes". Mas os tempos foram aquilo que se sabe e nem sempre consegui evitar essas duas premissas; aliás, por causa de Santo Onofre vi-me envolvido no meio de um turbilhão informativo que teve uma ligeira pausa durante as férias; regressou com uma intensidade diferente mas com o início das actividades escolares o vórtice começa de novo a instalar-se.

 

Há uma questão que me é colocada de modo recorrente e de várias formas: como foi possível Santo Onofre ter chegado a este estado de convulsão procedimental e de quem foi a culpa?

 

Importa recuar no tempo.

 

Ainda em 2008, e quando as posições de Santo Onofre começaram a ter visibilidade, se percebeu que tudo seria feito para derrubar o Conselho Executivo eleito e com mandato até 2010. E fariam-no por motivos políticos e nunca através da promoção de uma candidatura nos processos eleitorais da gestão democrática ou sequer no âmbito do novo modelo de gestão. Dá ideia que o "assalto" ia sendo cozinhado em off e no mais firme desrespeito pelo estado de direito e pelo poder democrático da escola.

 

Ainda por motivos políticos (com a arrogante ideia eleitoral de tudo estar feito na gestão até 31 de Maio de 2009), e pelo menos na minha modesta opinião, destituíram o Conselho Executivo. Esperemos pela sentença dos tribunais.

 

Assistiu-se no período que se seguiu à maior encenação de convicções que me foi dado assistir. Com os resultados das eleições europeias associados ao estado de convulsão que se vivia no agrupamento, nasceram leques sucessivos e públicos de solução com uma característica comum: desprezo pela questão jurídica e pelo mandato do Conselho Executivo.

 

E é este último aspecto que mais me impressionou: o desrespeito pela democracia e pelo sufrágio directo e universal por parte do partido político que apoia o actual governo. Agiram como se duma coutada sua se tratasse e arrasaram o poder democrático da escola de Santo Onofre: sobrepuseram os interesses partidários a tudo o resto. Imperdoável.

mário soares: "muita gente está indisposta com josé sócrates" - pudera, acrescentam os indispostos-.

08.09.09

 

Foi daqui.

 

 

 

"Segundo Mário Soares, o Partido Socialista já não pode chegar à maioria absoluta. E "ninguém pode ter a certeza que vai ganhar. O próprio Sócrates não tem", confessa", diz ainda o antigo presidente da República. Pode ler a entrevista completa aqui.

 

A páginas tantas Mário Soares responde assim:

 

"Mas este PS é inspirado no Blair...

Foi. Realmente, ao princípio, em 2004, talvez fosse um pouco inspirado por Blair. Depois, percebeu, com a crise. Como todos os partidos socialistas europeus estão a perceber. Veja o que se está a passar com o SPD na Alemanha, com o PS em França, apesar de todas as dificuldades que eles têm. Mas eu confio na actual líder, Martine Aubry, fiz com ela uma entrevista para a RTP1 muito interessante. Espero que o socialismo europeu dê uma grande volta. Este Brown é melhor que o Blair, mas de qualquer maneira não é um homem ainda capaz de dar a volta. Tem de aparecer um novo líder no Partido Trabalhista inglês. O próprio movimento socialista, a Internacional Socialista e o Partido Socialista Europeu têm de ser refundados (...)."

reduções, eleições e...

08.09.09

 

Foi daqui. 

 

 

 

 

As pessoas que ainda governam a Educação iniciaram funções com um objectivo: reduzir despesas para contribuir para a diminuição do défice das contas públicas; e conseguiram-no. Terminaram com as reduções da componente lectiva dos professores para o exercício de cargos nas escolas, com uma ou outra excepção, e abreviaram em 20 mil o número de professores. 

 

Quatro anos depois o défice das contas públicas é objectivamente mais elevado e a exigência de rigor redobra (ou não?). Mas há eleições. E isso sobrepõe-se a tudo e mais alguma coisa: as ditas reduções da componente lectiva (e nem questiono a sua justiça ou injustiça) regressam e com toda a força.

portugal gasta pouco na educação

08.09.09

 

 

 

As diferenças entre Portugal e os outros países 

 

"Portugal continua a gastar pouco na educação, 6624 dólares anuais por criança, a média do pré-escolar ao superior, comparativamente à média da OCDE que é de 7840 euros. Se se olhar para o PIB, o investimento em educação equivale a 5,6 por cento; menos 0,1 que a média da OCDE. De 1995 para 2006, Portugal aumentou a sua despesa de 5 para 5,6 por cento do PIB. Há países como os EUA, a Dinamarca ou a Islândia que investem mais de sete por cento do PIB na educação.(...)"

 

Vale a pena ler a notícia toda.

E depois passar por aqui e por aqui e perceber mais umas coisas importantes.