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Correntes

em busca do pensamento livre

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discussão de programas

30.08.09

 

Foi daqui.

 

 

A publicação do programa eleitoral do PSD originou algum debate na blogosfera, principalmente nos blogues que se dedicam às matérias da Educação. Tive a oportunidade de participar, embora de modo muito fugaz, na discussão.

 

O programa é curto e pouco palavroso. No que se refere à Educação tem três propostas óbvias: suspender o actual modelo de avaliação de professores (a coisa, inexequível e inaplicável, já está derrubada há muito e só o partido que suporta o governo finge que não vê), alterar o estatuto do aluno para um regime que confie mais nos professores e eliminar a divisão da carreira (embora esta referência seja ainda muito vaga e não inspire qualquer confiança).

 

Como já referi o o programa não tem uma linha sobre a gestão escolar; compreende-se: é matéria de entendimento na famigerada cooperação estratégica. Refere a eliminação do "monstro burocrático" (coisa que saúdo de modo particular) através da eliminação dos excessos do centralismo e da má burocracia e do reforço da autonomia das escolas. Como se sabe, esta formulação é também suficientemente vaga e pode incluir uma mão cheia de coisa nenhuma e não ter qualquer impacto na vida real do sistema. 

 

Espera-se que com o andamento da campanha eleitoral os candidatos sejam obrigados a mais objectividade. Por agora, o que se vê na Educação é o desenho de "mais do mesmo" como pode ler aqui. Depois da hecatombe financeira que assolou o mundo, dá ideia que os europeus, e ao contrário dos norte-americanos, não aprendem e tentam manter as mesmas e nefastas políticas.

analogias?

30.08.09

 

 

Foi daqui.

 

A democracia nunca é eterna; é mesmo uma construção diária. Li um texto escrito por William Tonet, na edição do jornal Público de 9 de Agosto de 2009, aquando da visita de Hillary Clinton a Angola; e fiquei a pensar: onde será que os actuais dirigentes angolanos aprenderam o que vai ler a seguir? Em Portugal?

 

 

"Princípios democráticos não estarão na agenda.

 

09.08.2009, William Tonet

 

 

Acredito que a visita de Hillary Clinton a Angola não tem significado para lá da cortesia. No concreto, o petróleo vai orientar as discussões e pouco mais, uma vez que os princípios democráticos, baseados na transparência, na igualdade de oportunidades entre todos os cidadãos, e numa imparcial e equilibrada distribuição da riqueza nacional, não farão parte da agenda. 
A democracia tem estado a falecer e o regime já acabou, por exemplo, com a eleição do reitor da Universidade Agostinho Neto e das demais universidades públicas. Está a regressar, com esta maioria, depois do fim do partido único, o único partido, em que até na academia sobem os bajuladores e não a competência.(...)"