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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

claro e arrasador

27.08.09

 

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

Estou num regresso intermitente ao blogue. Falta acertar umas tarefas domésticas de fim de férias com a agravante de estar a mudar de computador.

 

Fiz uma primeira passagem pelos blogues. O Paulo Guinote realizou, com o brilhantismo habitual, uma clarificação dos números do insucesso e do abandono escolar apresentados pelo actual governo. São várias as entradas e sugiro que navegue pelas seguintes ligações: aqui, aqui, aqui, e aqui.

 

Voltarei ao assunto.

estranho ou nem tanto assim

27.08.09

 

 

 

Ministra da Educação recusa receber Confederação de Pais e Encarregados de Educação 

 

"A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, recusa receber a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) “apesar dos repetidos pedidos”.

A Direcção da CNIPE foi eleita em Abril deste ano e a confederação, desde que foi legalmente criada há mais de um ano, já enviou seis pedidos para ser recebida no Ministério, todos sem resposta. Em comunicado, a CNIPE assume-se como “uma alternativa credível dentro do movimento associativo de pais à CONFAP”, que acusa de ser “demasiado próxima do Ministério da Educação, de quem recebe avultados apoios financeiros”.(...)"

 

 

Basta ler a notícia para se perceber o estado a que chegou a relação deste ministério da Educação com as organizações de pais e encarregados de educação. Nada de novo, portanto. Trata-se apenas da constatação de um facto já suficientemente conhecido.

promessas eleitorais

27.08.09

 

 

 

PSD quer suspender avaliação de professores e rever estatutos do aluno e carreira docente

 

"Os dossiers polémicos da Educação dos últimos anos serão suspensos ou revistos se o PSD vier a ser governo. O programa eleitoral do partido defende a existência de um modelo de avaliação de professores que faça a “sua diferenciação segundo
critérios de mérito”.

“Suspenderemos, porém, o actual modelo de avaliação dos professores, substituindo-o por outro que, tendo em conta os estudos já efectuados por organizações internacionais, garanta que os avaliadores sejam reconhecidos pelas suas capacidades científicas e pedagógicas, com classificações diferenciadas tendo por critério o mérito, e dispensando burocracias e formalismos inúteis no processo de avaliação”, afirma o documento.(...)"

 

E nem uma linha sobre a gestão escolar; significativo.

alfred dreyfuss

27.08.09

 

(encontrei esta imagem aqui

 

Este post tem uma intecionalidade didáctica, digamos assim. Como espero escrever nos próximos dias várias entradas que aludem a este assunto, decidi-me deixá-lo nos arquivos do blogue para depois linkar quando necessário. É claro que também pode ler o texto que a seguir publico pois tenho ideia que não dará por perdido o tempo que gastar.

 

"Recordem-se as linhas essenciais do caso (do affaire) de Alfred Dreyfuss, que dividiu a França e teve uma repercussão social e política inestimável. Oficial judeu, fora injustamente condenado em 1894 por espionagem a favor da Alemanha, demitido das suas funções, desgraduado e condenado a trabalhos forçados perpétuos; enviado para a ilha do Diabo, iniciou-se em 1897 uma violenta campanha em favor da revisão do seu processo, no decurso da qual interveio Zola (J´accuse) e que opôs os dreyfusards (dreyfusistas) - antimilitaristas agrupados em torno da Liga dos Direitos do Homem - aos antidreyfusards (antidreyfusistas) - anti-semitas e ultranacionalistas reunidos na Liga da Pátria Francesa e, mais tarde, na Acção Francesa. A revisão foi inicialmente recusada pelo Ministério da Guerra em 1898, mas a campanha acabou por levar a um segundo processo em 1899, quando se descobriram os documentos falsos carreados por uma tal coronel Henry (que pouco depois se suicidou). O Conselho de Guerra condenou então Dreyfuss a dez anos de prisão: era declarado culpado, mas reconheciam-se-lhe atenuantes... Só veio a ser completamente ilibado e reabilitado em 1906. (...).

 

"Em busca do tempo perdido",

Marcel Proust,

tradução de Pedro Tamen,

volume três, página 599."