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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

promessas vãs?

26.07.09

 

 

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

«A presidente do PSD prometeu hoje que, caso vença as eleições legislativas, mudará os estatutos do aluno e da carreira docente, o sistema de avaliação dos professores e aliviará a carga burocrática a que estão sujeitos. E que alterações fará? Não disse. Ou porque nem mesmo ela sabe, ou porque sabe e vê vantagens em omiti-lo. Manuela Ferreira Leite apenas tem como certeza a de que este tipo de promessas veladas cai que nem ginjas em certas franjas do eleitorado docente que, ao ouvir falar em mudança, imediatamente se prontifica a confiar-lhe o voto, encarando como remota a possibilidade de que um partido com o apetite privatizador do PSD “emagreça” o Estado também no ensino. E de que servirá reformar a escola pública se não houver escola pública? Alguém que o pergunte MFL.» Fonte: blogue "O país do burro", aqui.

o fim da festa

25.07.09

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

"Desta vez, os autores da "campanha negra" estão devidamente identificados: são os juízes do Tribunal de Contas. Por motivo de "urgência", embora o contrato só terminasse em 2015, o Governo assinou com a Liscont, empresa da famosa "holding" económico-partidária Mota-Engil/Jorge Coelho (e, já agora, Luís Parreirão, também ex-governante socialista da área das Obras Públicas) um "aditamento" à concessão do terminal de Alcântara. Sem concurso, que a coisa era "urgente" e sabe-se lá quem estará no Governo em 2015. É um contrato justo: a Liscont cobra os lucros e o Estado (a Grande Porca bordaliana, a de inesgotáveis tetas) suportará eventuais prejuízos, ou, nas palavras do TC, "o ónus do risco do negócio passa para o [Estado]". O Estado pagará ainda 1,3 milhões em advogados, consultores & assessores para a montagem e gestão da ampliação do terminal; e até se, durante as obras, calhar serem descobertos vestígios arqueológicos, será (adivinhem quem) o Estado a pagar a paragem dos trabalhos. Só de má-fé é que alguém pode concluir que tudo isto não é de interesse público e do mais transparente que há."

Manuel António Pina, aqui.

acesso a professor titular

25.07.09

 

 

 

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

 

Segundo o secretariado nacional da Fenprof o actual ME prepara-se para enganar os professores no acesso a professor titular.

 

Ora leia esta nota à comunicação social.

 

 "NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL

 

ACESSO A PROFESSOR-TITULAR:

M.E. PREPARA-SE PARA ENGANAR OS PROFESSORES!

 

Os directores dos centros de formação das associações de escolas estão a convocar os directores de escolas, constando, na Ordem de Trabalhos das reuniões, o ponto “constituição do júri da prova pública de admissão ao concurso de professor titular”.

Este ponto é, no mínimo, estranho, na medida em que, de acordo com o próprio ME – e ao contrário do que antes tinha divulgado – não terá lugar qualquer concurso extraordinário e o concurso “normal”, que se encontra previsto na legislação em vigor, já não se realizará na presente Legislatura.

 

Estranhou-se, por essa razão, não só a pressa em regulamentar a prova de acesso, como a constituição deste júris.

 

Sabe-se, agora, o que pretende o Ministério da Educação: com a proximidade das eleições legislativas, há que enganar os professores, criando-lhes falsas expectativas quanto à possibilidade de progredirem na carreira, designadamente através do acesso a professor-titular.

 

Efectivamente, os responsáveis do Ministério da Educação preparam-se para, apressadamente, regulamentarem a prova de acesso a professor-titular, pois essa será a forma de, por um lado, criarem uma grande expectativa em milhares de docentes que, encontrando-se a meio da carreira, ficaram impedidos de progredir; por outro, será absolutamente inócua, para o ME e para os professores, a realização desta prova, pois não terá qualquer efeito prático. Isto porque:

 

1.º- Para ter acesso a professor-titular é necessário que o Ministério das Finanças autorize a abertura de concurso, sabendo-se, já, que este não se realizará na presente Legislatura;

 

2.º- Para poder progredir até aos escalões de topo da categoria de professor (6.º e 7.º escalões) não basta que os docentes tenham realizado a prova com sucesso, é preciso que tenham sido candidatos ao concurso e não tenham obtido vaga.

 

Portanto, sem a realização do concurso – que, já se sabe, não terá lugar – podem ter lugar todas as provas de acesso que ninguém acederá à categoria de professor-titular.

 

Estamos, pois, perante mais uma manobra de um Ministério que não tendo nada de bom para os professores, procura criar-lhes falsas expectativas que apenas desencadearão novas frustrações, para além de confirmarem um profundo desrespeito pelos professores.

 

Relativamente à divisão da carreira em categorias hierarquizadas, os professores e educadores sabem o que pretendem do Governo (já não deste, que está de saída, mas do próximo): a sua eliminação, sendo essa uma das primeiras reivindicações a apresentar aos futuros governantes.

 

Com a pressa colocada na organização e realização desta prova, a actual equipa ministerial pretende, ainda, colocar o próximo Governo perante um facto (quase) consumado e uma realidade que, todavia, é contornável: a fractura da carreira docente e a consequente categorização dos professores e educadores. Os professores já provaram, várias vezes, que rejeitam esta divisão e saberão lutar contra ela, não esquecendo que, com excepção do PS, já todos os partidos políticos se comprometeram com a sua anulação.

 

 

O Secretariado Nacional"

não serão congelamentos automáticos?

24.07.09

 

 

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Ministra: avaliação docente garante ao país que não há progressões automáticas 

 

"A ministra da Educação afirmou hoje que a avaliação de desempenho permite garantir ao país que não há progressões automáticas entre os professores, acrescentando que, apesar da sua aplicação ter sido "difícil, conflituosa e turbulenta", produziu "resultados positivos".

Durante uma audição na Comissão de Educação e Ciência da Assembleia da República, Maria de Lurdes Rodrigues defendeu que "o pior que poderia ter acontecido" era a suspensão da avaliação de desempenho, sublinhando que o Governo "deu a garantia ao país de que não há progressões automáticas"(...)"

 

 

Francamente. Não há progressões na carreira há anos a fio e assim vai continuar. Este modelo de avaliação é inaplicável e injusto. O que existe é a farsa e o fingimento. Em Setembro ter-se-á de aplicar quotas e aí será o bom e o bonito. Uma ministra dizer uma coisa destas é apenas o burlesco no seu esplendor.