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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

mais assaltos a escolas

23.07.09

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

 

 

Sabe-se da pequenez do país e muito mais se conhece da influência que essa condição exerce nas relações mais locais, onde a pressão social faz o seu exercício no maior dos esplendores. A política partidária tem os vícios que se conhece e nos locais menos populosos repete os tiques dos "espaços grandes", só que de um modo menos conseguido em termos de descrição e de confidencialidade: tudo acaba mesmo por se saber.

 

Há um aspecto da vida dos partidos políticos que me deixa sempre perplexo: os que podem, os ditos maiores, têm como caderno de encargos de serviço público a colocação de militantes nos mais diversos lugares de chefia: nos serviços públicos e também nos privados; e fazem gala disso: ou seja, fica ao nível da abominável discussão à volta da soma dos campeonatos dos clubes de futebol.

 

Na situação actual da vida de muitas das escolas a coisa começa a ultrapassar os limites da "lata" conhecida: um qualquer militante -mesmo um professor que na sua própria escola ninguém elegeria para o que quer que fosse, a não ser por alguma espécie de castigo - escolhido, entre os oito ou nove existentes, para um qualquer dos dez lugares de uma comissão política concelhia, arvora-se no direito de andar por aí à pesca de um militante com as quotas em dia para fazer parte de uma qualquer comissão administrativa provisória de uma escola. Tudo isto à revelia do mais elementar princípio democrático: a escolha por sufrágio directo e universal. Não se augura um futuro nada promissor para a democracia portuguesa se os modernaços que orientam o partido que suporta este governo por lá continuarem ou se se coligarem em nome de um inevitável bloco central de interesses.

mais do mesmo

23.07.09

 

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 
"As duas maiores federações sindicais de professores exigiram hoje o prolongamento do prazo de candidatura do concurso de docentes para necessidades transitórias, caso o Ministério da Educação não consiga resolver imediatamente os problemas registados na aplicação electrónica da Direcção Geral de Recursos Humanos da Educação.

Em comunicado, a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) afirma ter recebido "centenas de denúncias" de professores, garantindo que "inúmeros problemas" na aplicação electrónica da página da Direcção Geral de Recursos Humanos da Educação (DGRHE) "têm impedido que os docentes manifestem as suas preferências".(...)"

 

 

 

É indecente. Em pleno 2009 estes procedimentos continuam a desesperar pessoas que vivem numa situação de grande instabilidade profissional.