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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

e eis o descalabro - sem surpresa, claro -

22.07.09

 

 

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

 

 

Conselho Científico não se pronunciou sobre qual a avaliação docente para o próximo ano

 

"A ministra da Educação perguntou qual dos modelos deveria ser adoptado no próximo ano, mas o Conselho Científico para a Avaliação de Professores (CCAP) não respondeu a esta questão.

De acordo com um parecer do CCAP, emitido a 6 de Julho e hoje divulgado, este órgão optou antes por lembrar as recomendações anteriormente emitidas e sublinhar que, qualquer que fosse a decisão a adoptar, o Governo deveria salvaguardar e garantir um conjunto de princípios.(...)"

 

 

É bom que se recorde que foi a ainda ministra da Educação quem solicitou mais este parecer. E quando o conselho científico sublinha que se deve ter em consideração as recomendações já anteriormente referidas, está também a afirmar, de modo implícito, quer parecer-me, que o que existe não tem pés nem cabeça e que deve ser suspenso. Importa referir que este conselho pronunciou-se pela imensurabilidade da avaliação na componente funcional (pode saber mais sobre esta componente se clicar aqui), o que compromete não só este modelo de avaliação como também o próprio modelo de gestão escolar.

Há uma afirmação que ninguém consegue contrariar: a avaliação do desempenho dos professores está muito pior do que há quatro anos. Nesta altura, tenho ideia que a qualidade dos relatórios do desempenho que os professores entregam é naturalmente inferior e que está instalado um verdadeiro reino da babilónia.

 

Chegam-me informações de arrepiar. Desde escolas onde se aceita a auto-avaliação sem a definição de objectivos individuais, passando por outras em que só se avalia quem entregou os ditos objectivos até às situações mais inenarráveis que me foi dado conhecer.

 

 

cap demite-se em santo onofre

22.07.09

 

bvio

 

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

Segundo informações que vou recebendo a comissão administrativa provisória (CAP) do agrupamento de escolas de Santo Onofre apresentou em bloco a sua demissão. Não consegui confirmar se se demitiram ou se foram demitidos.

 

Comecei a receber esta informação ontem e o facto foi hoje renovado. Informaram-me que foi o próprio coordenador da CAP que o divulgou hoje numa reunião realizada numa das escolas do agrupamento.

 

Escrevi num post recente sobre o "absurdo em Santo Onofre (9"), aqui, o seguinte:

 

 

"Não requeria a consulta de uma qualquer bola de cristal para se adivinhar que a atmosfera organizativa e relacional na escola sede do agrupamento de Santo Onofre atingiria, ao fim de dois ou três meses após a destituição do Conselho Executivo eleito democraticamente e com mandato até Junho de 2010, a situação quase indizível que se verifica.

 

Para além da questão jurídica, sempre me pareceu que o que se ia criar seria impossível de sustentar no domínio dos procedimentos de gestão escolar se considerarmos a decisão do ministério da Educação de recorrer a uma comissão administrativa provisória composta por pessoas que tinham um completo desconhecimento daquela realidade e ainda por cima na recta final do presente ano lectivo.

 

Pelas informações que me chegam e pelos contactos que comigo estabelecem, fico com a certeza que já são muito poucos os que discordam do que acabei de afirmar. Nesta altura, dizem-me que já só se desespera pela solução jurídica. Ainda se tenta desenhar soluções que remedeiem um erro que teve origem num leque de atitudes consubstanciado em pressupostos prepotentes, precipitados e de reconhecida e obstinada teimosia. A escola sede do agrupamento de Santo Onofre está mergulhada num imbróglio e em estado de espera pela decisão do tribunal fiscal de Leiria."

 

Parece que se confirma o óbvio. Voltarei ao assunto sempre que se justifique.


O Paulo Guinote faz, aqui, um post sobre o assunto.

 

O Ramiro Marques faz, aqui, um post sobre o assunto.

 

O Rui Correia faz, aqui, um post sobre o assunto.