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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

evidente

02.07.09

 

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

César pondera 'tirar' faltas da avaliação dos professores

 

 

"O presidente do Governo Regional avocou a decisão de determinar qual vai ser, afinal, o ‘peso’ do item relativo às faltas justificadas dos professores na grelha de pontuação para avaliação do desempenho profissional dos docentes. 
Ou seja, Carlos César chamou a si a responsabilidade de resolver esta questão, que tem merecido forte contestação por parte de professores e sindicatos representativos da classe na Região. Em causa está o facto da grelha elaborada pela Secretaria da Educação e Formação considerar que as faltas dadas por assistência a filhos menores e/ou portadores de deficiência e/ou de doença crónica, por doença e doença prolongada (do próprio docente), para prestação de provas de avaliação por trabalhador-estudante, licença sabática e equiparação a bolseiro, prestação de provas de concurso, falecimento de familiar e exercícios de direitos ou cumprimento de obrigações legais contam para ‘nota’ da assiduidade dos professores. Algo que fora já, nesta legislatura, expurgado do Estatuto da Carreira Docente na Região.(...)"

 

Para além da injustiça subjacente ao facto de alguns tipos de faltas de professores serem alvo de uma penalização absurda, existe também a questão pedagógica que deve ser considerada num qualquer sistema que pretenda avaliar professores. 

 

Embora os critérios de eficiência - pontualidade, cordialidade, expectativa, etc. -  da actividade docente possam influenciar a eficácia da mesma, sabe-se que não é pelo somatório das aulas dadas que se pode concluir da qualidade do ensino de cada um dos professores. Essa lógica aritmética contribui para reduzir a actividade dos professores a uma sequência muito mecanizada e que passa a ser controlada pela certificação burocrática; e isso é grave.

 

As faltas dos professores devem sofrer as penalizações previstas no regime de faltas do estatuto da carreira mas não devem ser consideradas num sistema de avaliação, muito menos num que inclua pontuações e escalas. É um parâmetro perfeitamente desprezível.

cantando e rindo

02.07.09

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

É com alguma estupefacção que vou lendo na blogosfera, ou nos mails que recebo, informações sobre o estado a que chegou o processo de auto-avaliação dos professores. Comparo-o com um outro processo de nível semelhante: o da excrescência que está quase arquivada com a etiqueta de objectivos individuais.

 

E a cena repete-se. Desde fichas preenchidas em grupo até aos laudos e agradecimentos pela possibilidade da fotocópia mais económica passando pela publicação de minutas para todos os casos e efeitos, tudo vale para garantir a simulação e para não encarar o problema de "olhos nos olhos". Se tudo isto é uma farsa, uma comédia ou um fingimento, tal só é possível porque os professores participam, são mentores e advogam em favor das práticas da fotocópia e da batota.

 

E que ninguém se convença do contrário: esta prática tem sempre custos a prazo.

 

 

fred astaire e ginger rogers

02.07.09

 

 

Tinha cerca de 14 ou 15 anos quando o cine-clube da cidade onde vivia promoveu um ciclo de cinema sobre Fred Astaire.

 

As minhas opções musicais distanciavam-se muito, pensava eu, do tipo de som que preenchia aquele género cinematográfico. Antes do ciclo de cinema referido, tinha passado uns dias a acompanhar de perto - contactos diários com bailarinos e coreógrafos num modelo que hoje se chamaria de "workshop" - a ópera-rock "Hair, let the sun shine in" que tinha passado por Maputo numa feliz digressão. Foi inesquecível. Estava, portanto, cheio de vontade em apreciar todos os géneros de dança.

 

Passava, também, por uma fase em que via todo o cinema que podia e, em boa hora, não falhei o deslumbramento pela dança de Fred Astaire e Ginger Rogers. Foi uma semana em cheio e que me deixa saudades.

 

Encontrei um pequeno vídeo que pode ajudar a perceber a excepcional qualidade da dupla.