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Correntes

em busca do pensamento livre

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rss da educação (41)

03.06.09

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

Lurdes Rodrigues admite que há 50 escolas sem director

 

"Afinal, são cerca de 50 as escolas sem directores eleitos, afirmou esta terça-feira a ministra da Educação, no Parlamento.

O prazo dado pelo Governo terminava segunda-feira. Na quinta-feira, recorde-se, Maria de Lurdes Rodrigues afirmou que se "contavam pelos dedos de uma mão" esses casos. Ontem, no entanto, deu outros números: "há 970 directores eleitos; 150 que serão nomeados em breve e 50" por eleger.

A ministra tinha ido à sua última Comissão de Educação nesta legislatura. Era suposto ser uma audição de balanço sobre o seu mandato mas mais uma vez a reunião com os deputados azedou. A Oposição fez uma análise negativa; o Governo extremamente positiva. Pelo meio, houve mais troca de acusações do que perguntas e respostas.(...)"

 

Aqui há dias eram quatro ou cinco. Não há pachorra.

 

Concurso para professores de Espanhol deixa de estar suspenso

 

"O Ministério da Educação (ME) acaba de informar, em comunicado, que o Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro indeferiu o pedido de providência cautelar interposto pela Associação Sindical de Professores Licenciados (ASPL) que mantinha suspenso o concurso para colocação de professores de Espanhol para o próximo ano lectivo. “O concurso seguirá, agora, os trâmites normais”, acrescentou Rui Nunes, do Gabinete de Comunicação do ministério.(...)"

  

Mas que grande trapalhada: será que daqui a uns dias o concurso voltará a estar suspenso? Não tarda e temos os tribunais a dirigir o sistema escolar.

 

 

Pinhal De Frades: Uma Outra Forma De Assalto Pela DRELVT

 

"Esta é a descrição por alguém do agrupamento que está a viver uma das situações mais críticas ao nível da gestão, com a DRELVT a intrometer-se directamente num processo eleitoral que seguiu as regras do 75/2008 e após a sua própria homologação.(...)"

 

 

Vale a pena ler esta notícia com muita atenção. Demonstra bem o inédito processo legislativo em que se está a transformar o inenarrável modelo de gestão proposto pelo actual governo. Afirmo, com toda a segurança, que nunca se viu tanta trapalhada neste área fundamental da organização do sistema escolar.

 

tem dias...

03.06.09

 

 

 

"O problema do voto em Vital Moreira (falo como cidadão comum votante que segue a campanha como quem vai à feira à procura do produto mais em conta) é que não é possível saber em que Vital Moreira se vota.

Se naquele para quem "é preciso nacionalizar o grande capital" ou no candidato do actual PS; se no que defende que, sendo as eleições europeias, "devem centrar-se em temas europeus" ou no que denuncia a "roubalheira", o "escândalo" e a "vergonha" do BPN; se no que garante que é contra "a algazarra" e o "ataque pessoal aos adversários" ou no que responsabiliza aos berros os adversários pela "roubalheira"; se no que, tratando-se do Freeport, é o paladino da presunção de inocência ou no que, estando em causa o BPN, já condena sem julgamento "figuras gradas do PSD"… Fosse candidato o bastonário da Ordem dos Advogados, tudo seria mais fácil. Aos domingos, dias de eleições, "os advogados são pessoas responsáveis e sérias"; às terças (mas as eleições nunca são à terça) é que são "especialistas" em ajudar "clientes a praticar actos ilícitos". Ao menos com Marinho Pinto sabíamos com o que contávamos."

 

 

Manuel António Pina, aqui.

 

olha! mais correias de transmissão

03.06.09

 

 

Professores do superior manifestam-se em Lisboa

 

"Contra as propostas do estatuto da carreira docente, os professores do ensino superior manifestam-se hoje frente ao Parlamento, em Lisboa, e encerram simbolicamente três instituições. Trata-se de uma acção conjunta da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e do Sindicato Nacional do Ensino Superior (Snesup).

Os institutos superiores de Engenharia de Lisboa (ISEL) e do Porto foram os locais escolhidos para os professores se concentrarem, logo de manhã. Também os docentes do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra se juntou ao protesto. A escola será encerrarada e os professores vão concentrar-se à porta.(...)"

balanços

03.06.09

 

(encontrei esta imagem aqui)


 

 

Ministra da Educação no Parlamento em clima de crispação

 

"Crispação do princípio ao fim. Foi desta forma que a ministra da Educação se despediu hoje dos deputados nesta legislatura, numa audição parlamentar que serviu para fazer o balanço dos últimos quatro anos, mas em que Maria de Lurdes Rodrigues esteve sempre debaixo do fogo da oposição.

(...)

Perante os deputados e fortes críticas da oposição, Maria de Lurdes Rodrigues afirmou que as reformas que se fizeram na Educação correspondem a uma melhoria da escola em muitas vertentes: das refeições ao aumento da Acção Social Escolar, passando pelas actividades de enriquecimento curricular e as novas tecnologias, como o computador Magalhães."

 

 

Regresso a este assunto com a ideia de não voltar a escrever sobre o clima de crispação - sabe-se que esta diabólica equipa do ministério da Educação tem uma queda especial para crispar tudo e todos à sua volta - mas para inscrever mais umas teclas sobre as "reformas" acervadas pela senhora ministra.

Nem sei qual é a experiência de gestão desta governante, mas o que mais se evidencia ao fim de quatro anos é que a senhora tem como padrão exclusivo da organização escolar a noção de que o sistema é uma espécie de grande monodocência - carente de engenharia social, diga-se - com a parafernália de invenções técnico-pedagógicas que lhe estão associadas e que foram, em grande parte, perpetradas pelas Escolas Superiores da Educação.

Ou seja: é inegável que o primeiro ciclo de escolaridade e a educação pré-escolar necessitavam de uma grande intervenção ao nível das instalações escolares. Mas o que é trágico é concluir que os principais responsáveis pelas políticas da Educação tinham uma visão muito limitada das variáveis que influenciavam as condições de realização do ensino; consideraram todo o sistema como um enorme primeiro ciclo e tentaram alargar as suas concepções aos ciclos seguintes. Foi uma fatalidade que infantilizou as políticas e as práticas e que criou um conjunto de procedimentos de má burocracia que tratava como imbecis os professores e os alunos. Esta tendência não é só destes quatros anos, diga-se em abono da verdade, mas foi acentuada de modo descomunal através de alardes de autoritarismo e com doses e mais doses de teimosia reformista (ou revolucionária, segundo uma versão mais recente a cargo do candidato europeu do partido político que apoiou com enorme fervor estas ideias).