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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

naturalmente

04.05.09

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

Crise leva jovens a aderir em massa ao Exército

 

 

"Milhares de jovens estão a aderir em força ao Exército, uma movimentação associada à crise económica. Só no primeiro trimestre, o número de candidatos foi quase metade do registado em todo o ano passado.

A informação quanto ao nível de crescimento e a tendência foi recolhida pelo JN e confirmada pelo Estado-Maior do Exército. "Sim, é verdade, estamos numa fase de franco crescimento a nível de candidatos para a classe de praças", apontou uma fonte oficial do ramo terrestre das Forças Armadas. Com efeito, se a nível de oficiais e sargentos nunca houve dificuldade em conseguir voluntários, já a nível de praças as dificuldades têm sido grandes, uma tendência que agora parece ter-se alterado."

 

 

 

Mais um sinal destes tempos que vão sendo cada vez mais difíceis para os nossos jovens. Procuram no exército, principalmente na classe de praças, uma solução que dê resposta à escassez de empregos que o nosso mercado oferece.

No ensino é o que se sabe: proliferam as certificações sem nenhuma relação com a elevação dos saberes intimados pelo mercado de trabalho e, por outro lado, exige-se aos jovens professores que se preocupem com uma parafernália de invenções burocráticas e não com o conteúdo daquilo que têm de ensinar; paradoxos e desorientações.

repetentes

04.05.09

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

 Sampaio considera que pode ser necessário um Governo de Bloco Central

 

"Jorge Sampaio considera que, após as eleições, e em nome da “estabilidade” do país, pode ser necessário criar um Governo de Bloco Central. Em entrevista ao “Diário Económico”, o ex-presidente da República recorda também os méritos que esta coligação conseguiu entre 1983 e 1985, por ter “mais solidez” que outras soluções pós-eleitorais.

De acordo com o socialista, esta forma de governação já se mostrou eficaz na resolução da crise económica e financeira da década de 80. Ainda assim, faz questão de sublinhar que o Bloco Central não deve ser confundido nem colocado ao serviço de um “bloco central de interesses”, pois seria “maléfico para a vida política, económica e social”."

 

 

O ex-presidente Jorge Sampaio advoga a possibilidade de Portugal ter de recorrer de novo a uma solução de bloco central a exemplo do que ocorreu na década de oitenta do século passado e que desembocou em duas maiorias absolutas do PSD que tanto consumiram a afirmação da democracia portuguesa segundo as opiniões políticas do, na altura, candidato a primeiro-ministro pelo partido socialista - exactamente Jorge Sampaio -.

Mas desta vez, Jorge Sampaio tem o cuidado de referir a necessidade deste bloco central não ser o tal dos "interesses". Não sei como é que isso se faz e pergunto-me: utilizam-se outras pessoas? 

No que às políticas educativas diz respeito, só consigo olhar para o bloco central como a continuidade das desastrosas soluções que nos desgovernam desde 2001, sempre abençoadas pela actual presidência da República, e que só podem ser alteradas sem a presença de um qualquer bloco central que tenderia a abrir caminho a maiorias com tiques ainda mais absolutistas do que as do final do século vinte. É o que há muito se sabe: a democracia dá muito trabalho e as soluções demasiado centrais são, normalmente, de vistas curtas.

episódio número...

04.05.09

 

 

 Vital Moreira diz que continua à espera de um pedido de desculpas do PCP

 

 

"Questionado pela TSF sobre se tem garantias de que os insultos que ouviu partiram de militantes do PCP, Vital Moreira questionou: «Alguém tem dúvidas de que eram militantes do PCP?».

«É o mesmo que ter dúvidas de que quando há uma manifestação contra a ministra da Educação», Maria de Lurdes Rodrigues, ela é organizada por sindicatos de professores, acrescentou."

 

São bem conhecidas as posições deste candidato do partido que suporta o governo sobre a luta dos professores. Mas dá ideia que o senhor é mesmo de ideias feitas e que até é homem de poucas dúvidas: fica-se a saber, sem qualquer dúvida, que as manifestações contra a ministra da Educação são organizadas pelos sindicatos de professores. Não há pachorra para este Portugal datado e com rotinas tão profissionais mas só em assuntos desta índole.

 

 

vírus armazenado

03.05.09


 

 

 

 

 

(encontrei esta imagem aqui,

armazém de Tamiflu no Reino Unido,

antes do desencadear da gripe)

 

 

Leio a seguinte notícia na revista Pública de hoje:


"Identificaram: Criança de cinco anos é o provável "doente zero" da gripe mexicana.


Ainda não é uma certeza, mas os investigadores acreditam que o "doente zero" (o mais antigo caso confirmado no México) da gripe mexicana possa ser Edgar Enrique Hernandez, uma criança de cinco anos de La Gloria, uma aldeia do estado oriental de Veracruz. O pequeno Edgar tem recebido visitas de jornalistas de todo o mundo é já quase não apresenta sintomas da doença."

 

Já ouvi as opiniões mais diversas sobre as verdadeiras causas que levaram ao pânico generalizado sobre os efeitos provavelmente devastadores da gripe mexicana. Como este tipo de coisas já vai sendo recorrente nas sociedades muito mediatizadas, ficamos sempre algo descrentes com o circo informativo que se monta à volta do acontecimento e da sua narrativa. Mas há sempre aquele efeito "slumdog millionaire", mais conhecido ultimamente por "senhora Boyle" (foi, se não estou em erro, um fenómeno espantosamente mediatizado de acordo com um dos telejornais da RTP1 dos últimos dias), a que nem as crianças de tenra idade escapam.

inquietações

03.05.09

 

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

 

Liberdade de imprensa desce pelo sétimo ano consecutivo e é ameaçada pela crise global

 

"A liberdade de imprensa no mundo diminuiu pelo sétimo ano consecutivo e é ameaçada pela crise económica global, diz o relatório anual da Freedom House, divulgado em vésperas do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que é assinalado hoje.
O relatório nota que a Itália e Israel desceram da categoria de "países livres" para a de "países parcialmente livres", no que é entendido pelos autores do documento como um exemplo do declínio da liberdade de imprensa em regimes democráticos.(...)"

 

No momento em que estas importantes questões vão sendo notícia, não paro de receber emails que me dizem que no dia 5 de Maio de 2009 será votada no parlamento europeu uma grave e perigosa restrição à utilização da internet pelos cidadãos da novel e frágil união. Francamente, ainda nem fui verificar os contornos da notícia que refere as limitações na utilização da rede; mas esta minha associação não pode deixar de nos preocupar, mais ainda se considerarmos aquilo de que já suspeitávamos: a Itália passou a ser um país "parcialmente livre" no domínio da liberdade de imprensa.

ora aí está um objectivo...

01.05.09

 

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

Bloco de Esquerda quer turmas com máximo de 20 alunos

 

O Bloco de Esquerda (BE) quer turmas mais pequenas e heterogéneas e professores com menos turmas para terem mais tempo para se dedicarem ao sucesso e combate ao abandono escolar. A proposta de projecto-lei é hoje debatida na Assembleia da República.

 

Ora aqui está um objectivo que deveria ser perseguido por todos os partidos políticos com assento na Assembleia da República. Fala-se deste tipo de números há anos a fio e não se conhece uma só medida que indique um caminho estruturante. É mesmo impressionante registar que as décadas vão passando e que a organização administrativa do território português, com apenas cerca de dez milhões de habitantes, é uma balbúrdia de tal monta que não é sequer capaz de inscrever com credibilidade um pensamento como o que é proposto quanto mais torná-lo consensual e operativo. É como dizia o arquitecto Nuno Teotónio Pereira: temos 38 quadros de divisão administrativa quando o que seria moderno e razoável era que tivéssemos apenas um.

da greve à ética

01.05.09

 

Manuel António Pina, e sobre os interrogatórios aos alunos efectuados pela Inspecção-Geral da Educação, tem a seguinte opinião:

 

Ética mínima


 

Face às críticas dos pais que acusam os inspectores do ME que inquiriram alunos da Secundária de Fafe acerca de uma manifestação contra a ministra de terem utilizado, nos interrogatórios dos jovens, métodos "absolutamente inconcebíveis depois do 25 de Abril" e os terem incitado a acusar e denunciar os seus professores, defende-se a Inspecção-Geral da Educação dizendo que tudo o que fez foi "legal". Juntamente com o "cumprimento de ordens", a "legalidade" sempre foi (foi-o em momentos sórdidos do século XX e continua a sê-lo) a explicação mais à mão para justificar o injustificável. Como se só o que é ilegal fosse condenável. Os inspectores do ME terão contudo lido Jellinek na Faculdade e saberão que o direito é apenas o "mínimo ético" (e conhecendo nós quem faz as leis, podemos ter uma ideia de quão eticamente mínimo é esse mínimo…) Ora talvez a um ministério da "Educação" seja exigível, nas relações com escolas e com jovens, um pouco mais - a não ser que no Ministério se esteja em greve à ética - que o cumprimento de serviços mínimos éticos. Mas, se calhar, sou eu que estou a ver mal a coisa.