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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

do absurdo em santo onofre (7) (ficcional)

30.05.09

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

 

A actualidade é o que é e a voracidade informativa teima em curto-circuitar o cérebro para além do apetecível. Encantamos um corpo que já vai aturando pisaduras diversas por meio de uma alma que se anima com a lembrança da anatómica acomodação. Buscamos instantes de catarse biunívoca e sabemos de uma prescrição: dançar.  

 

Foi numa das últimas quintas-feiras. A pouco mais de uma hora de caminho, a "movida" lisboeta é receita certa. Saímos tarde para nos cruzarmos com muitas pessoas. O acontecimento obedeceu a consultoria infalível: a discoteca "Lux" foi o veredicto e sem qualquer hesitação.

 

A abordagem ao local indicado deixou-nos inquietos: uma pequena multidão barrava-nos a ascese e a porta de entrada era selectiva e de ultrapassagem incerta e demorada; mas a nossa deliberação era inflexível.

 

Cá de trás arrisquei a plenos pulmões: "somos professores em Santo Onofre". Alas; literal: alas; e louvores e palmadas nas costas e muita emoção. Recuei o olhar à espera do regresso de "Moisés". Mas não: éramos apenas nós. Admissão pelo funil "vip" e noite triunfal.

 

Sei que "onfrinas" e "onfrinos" elaboram faixa vistosa e condigna para a descida triunfal do Marquês ao Rossio. Conjecturam-se mais alas e mediatização afiançada. Sei das indecisões de quem fez o que nem soube se o devia e que está de orgulho cabisbaixo. Mas dizem-me que o resguardo na tarja santificada é livre, não carece da certificação de pergaminhos em ciência certa nem ilegaliza originários de outros destinos.

 

esboroar do monstro (16)

30.05.09

 

 

 

 

 

 

Faz tempo que passei a caracterizar o modelo de avaliação do desempenho de professores como o monstro ou como a ponta do "iceberg" que asfixiava os professores portugueses.

 

A determinada altura, quando as entidades instituídas ainda dormiam, os professores, saturados com a inexequibilidade de um modelo que se mantinha ligado à máquina, forçaram o despertar das consciências e a inevitável queda da primeira versão do modelo de avaliação do desempenho dos professores.

 

Com a ideia de atribuir um reforçado e enfático sentido à justa causa, decidi abrir algumas rubricas. O "esboroar do monstro" foi uma delas. Ficou-se pelo número dezasseis.

 

Não que o monstro tenha formalmente caído, nada disso: é necessário continuar atento, uma vez que as cortinas de fumo lançadas pela diabólica equipa que governa o ministério da Educação são as do costume. Mas pode ser que a ministra de Educação, e a sua vasta equipa, estejam num momento de lucidez e já se tenham convencido que vão mesmo partir.