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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

balbúrdia

16.05.09

 

 
 
(encontrei esta imagem aqui)
 
 

 

Encontrei no blogue de Ramiro Marques, aqui, um texto que vai ao osso de um dos mais decisivos constrangimentos que se pode encontrar no modelo de gestão escolar que o actual governo inventou para ocupar a agenda política de um partido dito à sua direita. Ou isto é alterado no sentido da escola democrática poder escolher as suas lideranças (mesmo que, aqui ou acolá, as escolhas não sejam as melhores; as democracias são mesmo assim, e basta olhar para os governos e para os outros lugares que dependem do sufrágio directo e universal) ou daqui a uns anos as escolas estão de rastos. Sei que é difícil combater o que vai ler a seguir, uma vez que estamos a falar de uma indústria de formação que move milhões e é sempre bom recordar que está aí a entrar um novo quadro comunitário de apoio que fará sobreviver várias instituições; alguns sindicatos de professores, e as respectivas federações, incluídos.

 

Ora leia e tire as suas conclusões.

 

"Durante este mês de Maio, sucedem-se pelas escolas as reuniões dos Conselhos Gerais para a eleição do Director! Os "atropelos" à dignidade e ao respeito, até por tudo o que já foi publicado no ProfAvaliação, sucedem-se e amontoam-se! Espectáculos indignos!  O Governo não prescinde de exigentes provas de acesso à profissão, mesmo depois de os professores terem feito uma licenciatura e uma profissionalização, mas que nada exige para se dirigir um agrupamento, a não ser um certificado de conclusão de um mestrado ou de um curso de especialização, quantas vezes tirado aos sábados. Não é necessário ter experiência no cargo, nem tempo de serviço docente, nem idade compatível com alguma experiência de vida para se poder dirigir um agrupamento! Nada! Nem muito menos se exige que haja alguém experiente nessa equipa. Basta ter um diploma na mão! E a crueldade maior para mim é observar que os professores fazem coro com estas indignidades, mesmo aqueles que não entregaram objectivos, que estiveram nas manifestações, e que sempre se assumiram como estando na luta.
 
Cristina Ribas"

distribuição de diplomas

16.05.09

 

 

 

 

 

Passei muitos momentos da minha vida confrontado com o dilema da atribuição de prémios ou de diplomas aos alunos; a eterna questão da valorização do mérito. Encontrei um texto que pode lançar a discussão por parte de quem se interessa pelo assunto. 

 

Ora leia.

 

 

Ritual de distribuição de diplomas é do século XIX

"Revela uma orientação de política do Governo, contrária ao ideário socialista, de onde emerge o Governo."

"O ritual de distribuição de diplomas é do século XIX, das escolas republicanas do século XIX. Um momento solene empertigado com a presença das autoridades sociais, significando o término de um ciclo com êxito. Um ritual apropriado pela cultura anglo-saxónica, pelos Estados Unidos da América, sendo que Portugal foi apropriar-se desse antigo ritual e pretende aplicá-lo a jovens do século XXI."

"Trata-se de rituais antiquados o que prova a falta de originalidade das políticas em curso."

"A distribuição de dinheiro aos alunos que se distinguiram, é coisa que os republicanos não ousariam. Nunca comprariam os alunos com prémios. Isso é contemporâneo e pertence a uma visão mercantilista e empresarial da escola, em que os prémios correspondem aos prémios de produção, atribuídos aos trabalhadores."

"Não se compagina com os valores culturais e de desenvolvimento humano e social e de política de cidadania da escola. Estes gestos, que podem vir a ser acolhidos por alguns, farão rebentar estas contradições e esta forma pouco coerente de conceber a educação dos portugueses. É que os prémios prendem-se com outras artimanhas de gestão do sistema, como os sociólogos do governo sabem bem. Premeiam os alunos do secundário que não precisam de dinheiro. Aguarde-se e confirmar-se-á como o feitiço se virará contra o feiticeiro."

"Aliás, esta contradição aplica-se a outras áreas na Educação, como com a profissão docente, em que o controlo extensivo do trabalho dos professores acentuará a proletarização da função docente, numa altura em que devíamos construir a profissionalidade docente. Estas medidas de hipercontrolo dos professores geram uma depreciação do Estatuto e dos efeitos que deveria proporcionar (autonomia, autoridade e reconhecimento)."

"Este tipo de avaliação de desempenho tem uma lógica de vigilância. Para ser barato entregou-se aos professores todo o processo burocrático, o que vai provocar tensões internas desagregando a profissão."

"A sobrevivência deste grupo profissional, levará, no entanto, à destruição do que este Governo está, erradamente, a querer construir. No plano histórico-cultural esta política não vai resultar." / S.N

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Rui Trindade
Docente da Faculdade de Psicologia
e Ciências de Educação da Universidade do Porto

 

a pietà

16.05.09

 


 

Sou ateu e, por vezes, satura-me a inundação de arte sacra que preenche a Europa. Mas já estive uma boa meia-hora a contemplar "A Pietà" em Roma.

Robert Hupka aparece com fotografias de extrema qualidade. Se o meu caro leitor assim o entender, pode ver aqui um site de eleição sobre o trabalho desenvolvido por este fotógrafo de distinção.

Pode, ainda, começar por ver o vídeo que se segue.