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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

registos

29.04.09

 

 

Numa fase em que o "correntes" comemora cinco anos de existência, não posso deixar de registar a entrada que o Ramiro Marques faz, a propósito, no seu espaço blogosférico. O Ramiro Marques tem sido fundamental nesta justa luta dos professores e todos esperamos que continue o seu imprescindível percurso.

 

Pode ler o texto no blogue dele, aqui.

frente jurídica em santo onofre

29.04.09

 

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

 

 

Ao que me informaram, decorre em velocidade de cruzeiro o desenvolvimento da frente jurídica de Santo Onofre. É sempre bom recordar que tudo isto se relaciona com a destituição de um Conselho Executivo eleito e com mandato até Junho de 2010.

 

Para além das questões jurídicas, importa sublinhar os factos que, na minha opinião, estão na base desta trapalhada toda: a questão do poder das escolas, como alguém muito autorizado referiu aqui, e o jeito farsante do poder central na sua relação com os projectos escolares que são assumidos com autonomia e responsabilidade.

 

Olhando para a história mais recente, e se nos recordarmos que foi em 1997 que se lançou o modelo de autonomia e gestão das escolas, podemos afirmar que se viveu um período curto, mas de cerca de sete a oito anos, de estabilidade institucional nas escolas e que possibilitou uma primeira afirmação das propaladas, e decretadas, autonomias (sabemos que o exercício autónomo e responsável exerce-se mais do que se decreta, mas enfim); e foi assim em Santo Onofre.

 

Mas a partir de 2006 tudo isso começou a ruir.

 

Façamos então um breve levantamento cronológico.

  • Até 2005 exerceram-se três mandatos consecutivos de um Conselho Executivo eleito.
  • Em 2005 é eleito um novo CE com mandato por três anos.
  • Após um ano de exercício, o mandato do CE é interrompido porque havia a necessidade de amontoar uma série de escolas que perdiam, assim e todas elas, alguma da identidade que as ajudou a caminhar. Este facto originou a pronta demissão da Assembleia de Escola numa atitude subscrita pela totalidade dos seus membros.
  • Em 2006 a DREL nomeia uma comissão provisória, liderada pela PCE agora destituída, com mandato de um ano e com a missão de instalar o amontoado que, e entretanto, é objecto de uma nova configuração.
  • Em 2007 é eleito o actual CE com mandato de três anos e até Junho 2010. Ufa que até cansa descrever esta doideira toda.
  • Mas eis que em 2008 o governo em exercício de funções, volta a entender, numa tentativa de ocupação da agenda do partido político dito à sua direita mas que se adivinha como seu parceiro no bloco central que se aproxima, que afinal não era bem assim. Volta a mudar tudo de novo, faz-se mais uma terraplanagem sobre tudo o que mexa nas escolas e interrompe-se os mandatos dos órgãos eleitos como quem vai ali e volta já.

Com a entrada em funcionamento dos novos centros escolares e com a falência do modelo neoliberal que associava a eficiência e a eficácia à gestão unipessoal - considerando que tudo o que era colegial gerava desperdício e lideranças fracas - espera-se novas e imperativas mudanças num curto espaço de tempo.

 

Mas que grande e comprovada desorientação.

protestos da comunidade das caldas da rainha

29.04.09

 

 

Declarações da Ministra da Educação motivam voto de protesto

 

Na sessão da Câmara Municipal das Caldas da Rainha realizada no passado dia 13, o Executivo votou por unanimidade um voto de protesto pelas declarações da Ministra da Educação acerca da situação do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, publicadas na imprensa.

O texto aprovado refere que “no dia 2 de Abril, no debate realizado na Assembleia da República, a Senhora Ministra da Educação, referindo-se à situação do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre afirmou que ‘a comunidade local e os professores não querem tomar conta da escola nos termos em que a lei exige’”.

 

Afinal a comunidade de Santo Onofre quer a escola e não se reconhece nas palavras proferidas pela ministra da Educação em plena Assembleia da República.

a comunidade que vem

29.04.09

(encontrei esta imagem aqui

 
 
"O ser que vem é o ser qualquer. O qualquer que está aqui em causa não supõe, na verdade, a singularidade na sua indiferença em relação a uma propriedade comum (a um conceito por exemplo: o ser vermelho, francês, muçulmano), mas apenas no seu ser tal qual é. A singularidade liberta-se assim do falso dilema que obriga o conhecimento a escolher entre o carácter inefável do indivíduo e a inteligibilidade do universal. Já que o inteligível, segundo a bela expressão de Gernoside, não é um universal nem um indivíduo enquanto incluído numa série, mas a “singularidade enquanto singularidade qualquer”."
 
Giorgio Agamben em
"a comunidade
que vem".



atmosferas

29.04.09

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

Inspecção-Geral de Educação acusada de incentivar "comportamentos denunciantes"

 

Vários meses depois de a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, ter sido recebida com ovos, a Inspecção-Geral de Educação (IGE) foi ouvir os estudantes, maiores de 16 anos, da Escola Secundária de Fafe. A Associação de Pais contesta o método de interrogatório que, diz, incentiva a um "comportamento denunciante" e "é absolutamente inconcebível depois do 25 de Abril".

 

 

O que é isto? Ora leia a notícia toda e tire as suas conclusões.

 

 

Deputada Luísa Mesquita questiona legitimidade do processo

 

A deputada independente Luísa Mesquita foi uma das primeiras a corresponder ao apelo da Associação de Pais de Fafe. No dia 22 de Abril apresentou um requerimento em que solicita esclarecimentos ao Governo sobre o alegado “uso da Inspecção-Geral da Educação” (IGE) para interrogar alunos sobre a manifestação de Novembro, num processo que, escreve, traz “à memória outros instrumentos, alheios a um Estado de direito democrático”.

 

E ao ler a notícia linkada fica a conhecer mais posições sobre o referido processo.

 

Manuel Alegre: Interrogatório a alunos “é um atentado ao espírito da escola pública

 

O deputado do PS, Manuel Alegre, classificou esta noite de “ intolerável” o caso dos interrogatórios a alunos de uma escola de Fafe feitos por um inspector da Educação. O objectivo era apurar o eventual envolvimento de professores no protesto que incluiu o arremesso de ovos à ministra Maria de Lurdes Rodrigues, aquando da sua visita à Escola Secundária de Fafe, em Novembro.

 

O atentado à escola pública arrasta-se há anos a fio. Manuel Alegre denuncia a situação e acrescente alguns aspectos que devem ser lidos com toda a atenção.