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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

slumdog millionaire

12.04.09

 

 

E lá demos um salto a Torres Vedras para ver um filme que nos estava a escapar. Valeu a pena. O premiado "Slumdog millionaire" (Quem quer ser milionário?) é um filme comovente, pelo menos para uma fraquito cinéfilo meio lamechas como eu.

 

Fiquei com a ideia que é uma estratégica incursão da industria de sonhos americana naquela zona do mundo.

 

Tem momentos inesquecíveis. O vencedor, Jamal Malik, passa a noite de intervalo do programa a ser alvo dum brutal interrogatório construído à volta da sua espantosa capacidade para acertar nas perguntas; coisa do outro mundo para uma história pessoal de desgraça e de abandono. Afinal tudo se resumia à sua sorte descomunal e à sua inabalável crença no amor.

 

A não perder.

 

Um trailer de 2 minutos. Ora clique.

 

 

 

rss da educação (25)

12.04.09

 

 

(encontrei esta imagem aqui)

 

 

 

Um Ministério "iluminado"

 

Manuel António Pina, cronista do DN, pega numa coisa que anda há uns anos por aí, as crianças Índigo, mas que agora, e ao que parece, ganhou credenciais passadas pelo próprio ministério da Educação.

 

Certa vez, talvez no início do milénio, apareceu na nossa escola uma senhora que se dizia portadora dessa boa nova e que queria que fossemos pioneiros no acolhimento da ideia. Segundo os seus estudos, as crianças Índigo eram rotuladas de hiperactivas. Assegurou-me que uma criança destas, podia, num momento de descarga eléctrica, desactivar o quadro respectivo de uma qualquer habitação. E mais umas coisas de que não me lembro lá muito bem.

 

Agradecemos-lhe a gentileza, mas não: na nossa escola, não. Mas nunca mais me esqueci. Recordo-me que, e uns anos depois, uma Universidade do Porto agarrou a ideia com a mesma senhora como promotora. E a coisa até parece que andou.

 

Mas leia o ministério "iluminado" que vale bem a pena. E pode também ler outra interessante opinião sobre o assunto em Opiniões - Rui Baptista

 

 

Transparência Vs. Conflitualidade

 

 

Sei que a questão do acesso do público aos dados de avaliação de cada um dos professores já tem uns dias e que já deve ter sido bem debatida. É uma questão muito polémica e fez primeira página no jornal "Público". Seja lá como for, tomo partido pela transparência.

ocupação de agendas

12.04.09

 

 

Tenho ideia que esta opção do governo português pela solução unipessoal de gestão escolar associada à designação (sem sufrágio directo e universal) das lideranças intermédias começou por ser uma táctica "spin" de ocupação da agenda do PSD de Marques Mendes.

 

Nessa altura, e como bem nos recordamos, as teses associadas às designações unipessoais e aos louros implacáveis da desregulação da iniciativa privada, prevaleciam de modo avassalador. Hoje é o desastre que se sabe.

 

Lembro-me bem da ideia de privatização da segurança social e do imperativo do director na gestão escolar, por exemplo. Se na primeira asserção o partido do governo conteve-se e mesmo assim as perdas financeiras foram do volume que se julga conhecer, no modelo de gestão escolar já não existiu oportunidade mediática para recuar.

 

Num tempo de crise muito grave e sem fim à vista, com o desemprego a alastrar todos os dias e em que a necessidade de responsabilização cooperativa se torna ainda mais imperativa também ao nível da organização escolar, o governo do partido socialista cavalga um modelo de gestão escolar dissociado do que julgo ser ainda o seu ideário e desaconselhado por quem já o experimentou (mesmo em Portugal); é caso para dizermos: o sonho, e a poesia, está arredio do partido político que apoia o governo actual.

do bairro III - senhor kraus

12.04.09
kraus.jpg

 

"Permanecendo sentados, os dois Auxiliares estavam há vários dias a bater com os pés no chão. A sola dos sapatos parecia lentamente desaparecer e, por dentro das meias, cujo tecido praticamente evaporara, os pés ardiam, como próximos de uma lareira. Um e outro tinham já várias feridas nos pés. No entanto, o sorriso aberto na cara dos dois Auxiliares jamais afrouxara. Era preciso movimento, movimento! - dissera o Chefe. Até às eleições."

 
 
 
Gonçalo M. Tavares.