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Correntes

em busca do pensamento livre

Correntes

em busca do pensamento livre

assalto ao conselho executivo de santo onofre (2)

02.04.09

 

Tutela acusa professores de Santo Onofre de “não cumprirem dever de cidadania”

 

 

Nenhum dos professores do agrupamento se candidatou ao conselho geral transitório num processo que foi aberto por três vezes. Mas isso não é motivo para demitir um conselho executivo com mandato até 2010 e que foi eleito democraticamente.

 

Estas declarações foram proferidas por dos secretários de estado da Educação. Não conheço este senhor, mas aconselho-o a questionar os deputados do partido que suporta este governo, e há vários que conhecem bem as Caldas da Rainha, e pergunte-lhes pelo grau de cidadania, digamos assim, da maioria dos professores deste agrupamento.

por onofre (8)

02.04.09

 

A senhora ministra da Educação parece não estar bem informada. Nada disto se relaciona com a avaliação dos professores. A questão é simples: qual é o suporte legal para destituir um conselho executivo eleito democraticamente com base na inexistência de um conselho geral transitório. As candidaturas a este último órgão são voluntárias e quanto a isso o conselho executivo nada podia fazer, apesar do processo ter sido aberto por três vezes.

 

Ora veja o vídeo.

por onofre (6)

02.04.09


SAUDAÇÃO AOS PROFESSORES E EDUCADORES

DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE SANTO ONOFRE



O Conselho Nacional da FENPROF, reunido a 2 de Abril de 2009, face à notícia de que a DREL demitiu, fundamentando de forma que levanta dúvidas de legalidade, o Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, em Caldas da Rainha, entende tornar público o seu firme repúdio por tal decisão.


Para além de sublinhar a questão da aparente ilegalidade de tal atitude, que impede a conclusão do mandato a um Conselho Executivo legalmente eleito, o Conselho Nacional considera que esta intenção da DREL é profundamente antipedagógica por ser uma medida que criará, inevitavelmente, um ambiente de tensão e de revolta, em tudo contrárias aos interesses dos alunos, dos docentes e da comunidade escolar, numa Escola que se destaca pelo valor e criatividade do seu projecto e prática educativos, como é publicamente reconhecido.


O Conselho Nacional da FENPROF saúda os docentes do Agrupamento, considerando-os como um exemplo do esforço de construção de uma Escola Pública de Qualidade, cujo trabalho deveria merecer maior respeito por parte dos responsáveis do Ministério da Educação.



Lisboa, 2 de Abril de 2009


O Conselho Nacional da FENPROF 

 

 

 

 

 SPGL

 

Ministério da Educação demite Conselho Executivo de Santo Onofre

 

 

CONTRA AS ESCOLAS MARCHAR, MARCHAR

(OU COMO SE DESTRÓI UM PROJECTO DE SUCESSO)

 

A demissão imposta pelo Ministério da Educação ao Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, em Caldas da Rainha, tem um primeiro significado: para este Ministério da Educação o que menos importa é a qualidade das escolas e o bom ambiente de trabalho indispensável ao sucesso das aprendizagens. O Agrupamento de Santo Onofre colocou o interesse dos alunos acima da “guerra da avaliação de desempenho” e, por isso mesmo, rejeitou integralmente o modelo do ME, um modelo que substitui a cooperação pela concorrência e o trabalho colectivo pelo individualismo.

 

Numa visão muito “especial” de autonomia, o Ministério da Educação quer impor às escolas deste agrupamento um modelo de gestão e um modelo de avaliação que a escola de facto rejeita. Que a escola /agrupamento funcione bem, que os alunos tenham sucesso real (e não apenas estatístico…) que os professores se sintam unidos na construção de um projecto inovador e criativo, que a ligação com a comunidade seja exemplar, nada disso interessa aos que têm a arrogância do poder como único argumento. Como também não lhes interessa os vários prémios que o agrupamento tem recebido do jornal “O Público” na promoção dos jornais escolares, como não lhes interessa o terem sido pioneiros na informatização da escola e no cartão electrónico, como não lhes interessa o trabalho desenvolvido que a fez passar de TEIP a escola onde todos queriam matricular os filhos, como não lhes interessa os resultados escolares dos alunos, como não lhes interessa todos os projectos que ao longo dos anos tem desenvolvido com sucesso.

 

Ao que se sabe, o Ministério da Educação, do alto do seu despotismo nada iluminado, terá já nomeado três docentes para substituir – com que legalidade? - o Conselho Executivo legitimamente eleito. Um vindo de Peniche, outra de uma biblioteca e um outro não se sabe ainda donde … Paraquedistas impostos contra toda a comunidade escolar, poderão cumprir o seu papel de comissários políticos, mas não conseguirão, certamente, manter e desenvolver um projecto que exige paixão e uma liderança democraticamente aceite. Nestas coisas, o abuso de poder pura e simplesmente não funciona ou é mesmo contraproducente...

Esta brutal intervenção do Ministério da Educação (repete-se: em tudo contrária aos interesses dos alunos e aos de toda a comunidade) pretenderá talvez ser um “aviso à navegação”. “Quem se mete com o PS…leva!”. Lembram-se? Maria de Lurdes Rodrigues & Cia. passam agora à prática as diatribes verbais de Jorge Coelho: “Quem se mete com o ME... leva!”. Esta trupezeca pouco instruída ignora possivelmente que a história nunca deixa de derrubar, mais cedo ou mais tarde, os tiranetes e tiranetezitos de tigela ou de meia tigela e que o respeito pelo trabalho de gente honesta e competente é realmente aquilo que perdura. Sobretudo quando a honestidade e a competência têm de se impor contra a arrogância incompetente e ignorante de quem, por acaso e transitoriamente, ocupa os cadeirões do poder.

 

A direcção do SPGL exorta os professores e educadores do Agrupamento de Santo Onofre a que não desistam. O projecto de verdadeira autonomia que têm vindo a erguer não pode ser destruído. As trevas não duram sempre.

 

A Direcção do SPGL

 

por onofre (5)

02.04.09

 

APEDE

 
O que se está a passar no Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, nas Caldas da Rainha, com a demissão forçada pelo Ministério da Educação de um Conselho Executivo devidamente eleito pelos professores e a imposição de uma equipa directiva formada por serventuários do Ministério, é mais um escândalo que devia agitar a consciência de todos os colegas que colocam o sentido da decência acima de quaisquer considerações pessoais.
Trata-se de um Agrupamento de escolas cujo único "pecado", aos olhos do Ministério, foi ter-se recusado a alinhar com a eleição do conselho geral transitório, mostrando assim a sua indisponibilidade para colaborar na destruição das regras de funcionamento democráticos dos estabelecimentos de ensino. Essa decisão não foi, naturalmente, tomada pelos órgãos directivos do Agrupamento, mas pela totalidade dos professores que nele trabalham. O Ministério pretende agora punir aqueles que ousaram afirmar, desse modo, a sua dignidade.
A APEDE manifesta a sua total solidariedade com os colegas do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre, declarando a sua revolta e afirmando, ao mesmo tempo, a confiança em que os professores desse Agrupamento, bem como os de outras escolas que possam estar na mira do Ministério, não se deixarão manietar pelos comissários políticos que o Ministério pretende instalar nelas.
AS MARGARIDAS MOREIRAS DESTE PAÍS TÊM OS SEUS DIAS DE SERVILISMO POLÍTICO CONTADOS (mesmo que ainda não o tenham percebido...).

por onofre (4)

02.04.09

 

 

SOLIDARIEDADE PELA RESISTÊNCIA

 

 

Depois de receber a MOÇÃO DOS PROFESSORES DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE SANTO ONOFRE, o MUP vem manifestar publicamente a sua solidariedade a todos os corajosos colegas deste Agrupamento pela dignidade e acção em prol da defesa da democracia, apoiando a sua revolta perante os ataques superiores aos mais básicos princípios dos direitos dos cidadãos e da convivência democrática.

 
O MUP apela também a que, no País, se gere uma corrente de apoio e de solidariedade para com os colegas deste Agrupamento das Caldas da Rainha e que possa, ao mesmo tempo, contribuir para que seja respeitada a democracia em todos os locais onde ela deve começar por ser ensinada: as escolas.
 


MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR

por onofre (3)

02.04.09

 

 


Comunicado do Movimento PROmova

A propósito da intenção de captura anti-democrática do Agrupamento de Escolas de Sto Onofre - Caldas da Rainha

 

Movimento PROmova sempre tem expressado, publicamente, o seu repúdio pelo modelo de gestão instituído (imposto) pelo Decreto-Lei nº 75/2008, de 22 de Abril, em virtude de o mesmo corporizar uma indisfarçável apologia do desrespeito pelos procedimentos democráticos, amputando, gravemente, o estado de direito e a escola como espaço de aprendizagem da democracia, a que acresce a convicção de se tratar de um documento eivado de inconstitucionalidades.

Os tiques de autoritarismo evidenciados por esta equipa ministerial, que o tempo demonstrará ser de triste memória, não conseguem ser, minimamente, disfarçados pelo seu permanente e estafado monólogo repleto de inverdades, omissões, manobras estatísticas, chantagens e interpretações equivocadas da legislação.

A captura anti-democrática do Agrupamento de Escolas de Sto. Onofre só vem demonstrar à saciedade quais os verdadeiros desígnios desta equipa ministerial que, sub-repticiamente, legisla procurando enganar os mais incautos com a aprovação de artigos lesivos de uma genuína democraticidade.

Num momento particularmente crítico para a defesa das práticas democráticas nas escolas, a responsabilidade da decisão que agora está em causa vai ser, quiçá, novamente atribuída, como tem sido prática corrente deste ministério, às interpretações erróneas de quem, demonstrando ser fiel aos desígnios ministeriais, actua em conformidade com as imposições autocráticas oriundas da 5 de Outubro, mesmo que desrespeitem a lei vigente, já que «(…) A direcção de cada estabelecimento ou grupo de estabelecimentos dos ensinos básico e secundário é assegurada por órgãos próprios, para os quais são democraticamente eleitos os representantes de professores, alunos e pessoal não docente, e apoiada por órgãos consultivos e por serviços especializados (…)» (LBSE, artº 48º, ponto 4) que nem as posteriores rectificações à mesma, como é o caso, por exemplo da Lei nº 49/2005, de 30 de Agosto, ousaram alterar.

E será que a decisão que agora está em causa é respeitadora de «(…) Em cada estabelecimento ou grupo de estabelecimentos de educação e ensino a administração e gestão orientam-se por princípios de democraticidade e de participação de todos os implicados no processo educativo, tendo em atenção as características específicas de cada nível de educação e ensino. (…)» (LBSE, artº 48º, ponto 2)?

E será que a “constante preocupação”, por parte desta equipa ministerial, pela qualidade do ensino a ser ministrado nas escolas está ampla, eficaz e efectivamente defendida nesta decisão que é tomada em plena contradição com o que se pode ler num artigo de uma Lei emanada da Assembleia da República e que diz, concretamente, que «(…) Na administração e gestão dos estabelecimentos de educação e ensino devem prevalecer critérios de natureza pedagógica e científica sobre critérios de natureza administrativa. (…)» (LBSE, artº 48º, ponto 3)?

Destrói-se, de ânimo leve, o bom ambiente do Agrupamento, o sucesso escolar e uma gestão eficaz, aceite e valorizada por toda a comunidade escolar, em nome de uma aventura gestionária imposta e castradora da autonomia, a qual será geradora de conflitualidade e de perturbação no Agrupamento, mas de que esta equipa e esta governação já não responderão pelas consequências negativas que venha a ter para alunos e professores?

Pelos vistos, esta equipa ministerial, tem um conceito prático completamente distinto do conceito teórico por si defendido ao estipular que «(…) A autonomia é a faculdade concedida ao agrupamento de escolas ou à escola não agrupada pela lei e pela administração educativa de tomar decisões nos domínios da organização pedagógica, da organização curricular, da gestão dos recursos humanos, da acção social escolar e da gestão estratégica, patrimonial, administrativa e financeira, no quadro das funções, competências e recursos que lhe estão atribuídos. (…)» (Decreto-Lei nº 75/2008, artº 8º, ponto 1).

Esta decisão é a evidência do que sempre vimos camuflado no novo Regime de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos públicos da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário: o desejo de uma total submissão das escolas através da instituição da figura do director como um súbdito da cadeia hierárquica quando não, mesmo, um submisso representante político do partido do governo.

Em conformidade com o exposto, o Movimento PROmova reafirma a sua total solidariedade e o seu incondicional apoio ao espírito de resistência dos colegas do Agrupamento de Sto Onofre, tomando a iniciativa de propor às organizações representativas dos professores um conjunto de acções de protesto a serem desencadeadas desde já e disponibilizando-se para divulgar e participar em outras que venham a ser propostas.

Aquele abraço,

PROmova,

PROFESSORES - Movimento de Valorização

 

por onofre (2)

02.04.09

 

 

O agrupamento de escolas de Santo Onofre vai recebendo apoios vários.

 

Ora leia aqui. A senhora ministra da Educação parece não estar bem informada. Nada disto se relaciona com a avaliação dos professores. A questão é simples: qual é o suporte legal para destituir um conselho executivo eleito democraticamente com base na inexistência de um conselho geral transitório. As candidaturas a este último órgão são voluntárias e quanto a isso o conselho executivo nada podia fazer, apesar do processo ter sido aberto por três vezes.

uma tarde na vida do Chefe (2)

02.04.09

chaplin.jpg

 

 

Fechou a porta por dentro. Depois, sempre poderia dizer que estava numa reunião importante. Se ele era o Chefe, portanto o ponto máximo, pensar de si para si próprio era ou não importante? Aliás, sózinho conseguia fazer, de longe, a mais importante das reuniões. Para se sentir mais convincente, quando apresentasse a justificação para a porta fechada, começou a falar sózinho, como se discutisse com um seu qualquer pensamento anterior. Como não tinha prática em não concordar consigo próprio, as primeiras palavras que lhe saíram, foram: - Bravo! Excelente ideia!

Gonçalo M. Tavares.